«A RTP tem servido de bode expiatório», João Baião defende a TV pública

João Baião continua radiante com a sua situação na RTP, com o formato da nova “Praça da Alegria” e com a companhia de Tânia Ribas de Oliveira.

O apresentador referiu recentemente ao suplemento Vidas do Correio da Manhã que Tânia Ribas de Oliveira é especial, mas não exclui a hipótese de um dia a dupla se desfazer: «Nós somos profissionais, mas dependerá do formato. A “Praça da Alegria” fica bem com dois anfitriões. Já trabalhei com várias colegas, a Sílvia Alberto, a Catarina Furtado, a Sónia Araújo… dei-me sempre muito bem com todas, mas a Tânia é especial porque houve um toque mágico de alguém».

Em relação à mudança da produção da “Praça da Alegria” do Porto para Lisboa e da polémica que essa situação gerou, o apresentador acha que «a RTP tem servido de bode expiatório de toda a situação de crise, dos gastos do Estado. Tem sido alvo de críticas injustas e ferozes. A RTP é de todos os portugueses e tem servido os portugueses. Tem-lhes proporcionado aquilo que uma televisão, comercial ou não, deve: entreter, informar, educar, e uma outra série de coisas. É injusto as pessoas falarem em contenção e apontarem logo para a RTP quando temos gastos supérfluos em tantas outras áreas do Estado. As pessoas ainda consideram que a cultura e o entretenimento são um luxo. Mas não, fazem parte da nossa identidade e da nossa sociedade».

Quanto às críticas que são feitas em relação aos salários das estrelas RTP, João Baião é perentório e não se alonga em relação ao assunto: «Não vou falar. Aquilo que as pessoas ganham é subjetivo e não tenho nada a ver com isso. Até porque as pessoas não fazem ideia do que se trabalha: pensam sempre que estamos na TV a fazer umas palhaçadas. Não fazemos isto de ânimo leve. Exige muito trabalho, muita entrega e muita dedicação. Agora, se aquilo que as pessoas ganham é correspondente àquilo que fazem, não sou eu que vou julgar».

Questionado sobre o ordenado que aufere e se este correspondente àquilo que faz a cara masculina do “Praça da Alegria” refere que «A avaliação não é feita assim… As coisas são o que são, têm um valor de mercado, mas é tão subjetivo… Toda a gente acha que devia ganhar mais, e alguns deviam, outros nem por isso. Mas como é que se mede isso? Onde é que está a bitola? Nunca mais sairíamos daqui… As pessoas têm muita facilidade em falar em relação aos outros, às vezes de uma forma gratuita e sem conhecimento».

João Baião estreou-se como apresentador na TVI, mas foi na SIC, com o “Big Show SIC” que ficou conhecido de norte a sul. Entre RTP ou privadas, Baião não consegue decidir: «Não consigo responder. Gosto de trabalhar onde me dão espaço, onde há profissionais com quem posso aprender e desenvolver um trabalho coletivo. Obviamente que nestes últimos anos só me posso sentir grato pela forma como me têm dado espaço e confiado no meu trabalho. Agora, na RTP aposta-se na diversidade, naquilo que somos enquanto povo. Já nos outros… o que é que vê à noite nos outros canais? Novela, novela, novela, novela… não há diversidade».

Num futuro próximo, João Baião gostava de apresentar «um programa sobre música» e confessa que «Filipe La Féria tem-me desafiado muito, e até já apresentou o projeto, para fazer um formato de comédia ao vivo. Gostava muito», termina, ao CM.

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