Canal História assinala o 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial


O documentário “Os Libertadores” estreia no dia 2 de julho, às 22h e aprofunda um dos períodos mais significativos do final da Segunda Guerra Mundial, através do relato e testemunho dos soldados norte-americanos que protagonizaram o resgate e libertaram os reclusos do campo de concentração de Dachau.

E ainda, a partir do dia 9 de julho, às 22h o Canal História estreia “Os Últimos Dias dos Nazis” que conta a história da Alemanha de Hitler, a partir de 1945, da frente para trás – da queda à ascensão.

A partir do dia 2 de julho, pelas 22h, o canal História estreia em exclusivo uma programação especial e inédita com o objetivo de comemorar o 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. O especial é composto pelo documentário “Os Libertadores” e pela série “Os Últimos Dias dos Nazis”.

No dia 2 de julho …

“Os Libertadores”

Setenta anos após o final da Segunda Guerra Mundial e da libertação do campo de concentração de Dachau (próximo de Munique), o canal História estreia o documentário “Os Libertadores”, para assinalar o aniversário desta efeméride.

Produzido pelo canal História Alemanha, o documentário vai analisar os acontecimentos de 29 de abril de 1945, numa extraordinária produção de 60 minutos, que aprofundará um dos períodos mais significativos deste período, através do relato e testemunho na primeira pessoa dos antigos prisioneiros e soldados americanos.

Passaram 70 anos desde o fatídico dia 29 de abril de 1945, contudo a experiência única ficou na memória de alguns dos poucos sobreviventes de Dachau e soldados americanos. O cenário de terror, inimaginável e desconhecido, que na altura os jovens soldados presenciaram em Dachau, e os acontecimentos indescritíveis que os reclusos vivenciaram, será partilhado neste documentário.

Ao contrário de Auschwitz, Dachau não era um campo da morte, mas o protótipo do sistema nazi do terror industrializado e aperfeiçoado. Só após a libertação foi exposto ao mundo o alcance total dos horrores nazis. Perto de um quarto dos cerca de 200.000 prisioneiros morreram entre 1933 e 1945 devido a trabalhos forçados, subnutrição, abusos, doenças, experiências médicas, maus tratos ou foram simplesmente assassinados.

E a partir do dia 9 de julho…

“Os Últimos Dias dos Nazis”

No dia 9 de julho estreia no História, pelas 22h, “Os Últimos dias dos Nazis”, uma nova série exclusiva que transporta o telespetador ao interior da mente dos Alemães, apresentando os eventos da II Guerra Mundial a partir da sua perspetiva. A série tem início em 1945, e conta a história da Alemanha de Hitler da frente para trás – da queda à ascensão.

Todas as quintas-feiras do mês de julho, o História apresenta ao telespectador, num episódio duplo, as figuras reais de todo o espetro nazi, desde Adolfo Hitler a civis alemães comuns, numa altura em que o Reich estava à beira do fim. Ao conhecer tais personagens na sua faceta mais vulnerável, poderemos recuar no tempo com elas e viver as suas histórias.

A produção da série ficou a cargo de Nicole Rittenmeyer, produtora de “O Terceiro Reich: Ascensão e Queda”.

INÍCIO NEGRO

Corre o ano de 1945, e os Aliados reuniram o maior número de nazis que conseguiram encontrar. Interrogarão oficiais do partido e criminosos de guerra, mas também elementos menores, para tentar perceber como funcionava

o país. Entre os visados contam-se: Julius Streicher, um dos grandes responsáveis pela propaganda nazi, célebre antissemita e uma personalidade paranoica com tendências psicóticas; o encantador e amável Albert Speer, arquiteto de Hitler e ministro do Armamento; o comandante de Auschwitz, Rudolph Hoess; a ex-líder da Bund Deutscher Mädel Melita Maschmann e o médico nazi Karl Gephardt. Estas cinco figuras falam dos seus primeiros encontros com Adolfo Hitler, dos primeiros dias violentos do Partido Nazi, da bizarra história do médium judeu de Hitler, e de como a Gestapo encorajava os cidadãos alemães a denunciarem-se mutuamente em prol de um bem maior. É um retrato assustador dos anos embrionários do III Reich.

Quinta-feira 9 julho, 22h

FUMO, SANGUE E ESPELHOS

Após o fim da II Guerra Mundial, todos os adultos alemães são interrogados pelos Aliados. Albert Speer, arquiteto de Hitler e ministro do Armamento, apresenta-se como um homem instruído e simpático, seduzido pelas suas próprias ambições. A ex-líder da Bund Deutscher Mädel, Melita Machmann, explica como os Nazis cultivavam o ódio racial entre os jovens alemães. O ocultista Karl Maria Wiligut explica a obsessão nazi pelo misticismo e pelos rituais. Os

Nazis recorreram ao espetáculo e ao circo para ofuscar a sua sinistra agenda, no Congresso Nacional do partido de 1934, em Nuremberga, e nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim. E o propagandista Julius Streicher rejeita os seus captores e acaba por ter um fim medonho e surpreendente.

Quinta-feira 9 julho, 22h45

A GUERRA DA CONQUISTA

A Alemanha do pós-guerra está em ruínas físicas e morais, e os interrogadores dos Aliados têm de elaborar uma narrativa que explique o III Reich. Julius Streicher, propagandista e célebre antissemita, tenta racionalizar o seu papel na Solução Final. Os membros da Juventude Hitleriana Melita Mashmann e Armin Lehman recordam a Noite de Cristal. O general Johannes Blaskowitz paga o derradeiro preço por desafiar Hitler e a violência nazi na Polónia ocupada. E Franz Stangl insiste em como não lhe competia pôr em causa o programa de eutanásia contra os cidadãos alemães. Wilhelm Keitel, o general de Hitler, tenta – sem sucesso – convencer os seus interrogadores de que fora um soldado honrado que se opusera às brutais invasões, primeiro, da Polónia, depois, da França e, por fim, da União Soviética.

Quinta-feira 16 julho, 22h

OS CARRASCOS

Os interrogadores dos Aliados pretendem determinar quem diz a verdade e quem mente acerca dos crimes do III Reich. O general de Hitler Wilhelm Keitel insiste em como os soldados alemães haviam agido honradamente, apesar das esmagadoras provas de violência. O tenente-coronel Phillipp von Boeslager recorda a tenacidade dos soldados do Exército Vermelho, que lutaram até ao fim para vingar as atrocidades nazis contra o seu povo. Wilhelm Paul Blobel conta-se entre os que ordenaram o genocídio nazi de civis inocentes. August Hafner recorda a tormenta psicológica que ele e outros sofreram ao pôr tais ordens em prática. O químico August Becker tenta aliviar o stress emocional dos pelotões de fuzilamento, mecanizando os meios de execução. Rudolf Hoess resolve o problema administrativo da morte industrializada em Auschwitz, e Franz Stangl leva a cabo um programa de exterminação em massa implacavelmente eficiente em Treblinka. A primeira admissão de culpa de Stangl e de cumplicidade na Solução Final será também a sua última.

Quinta-feira 16 julho, 22h45

A FÁBRICA DA MORTE

Depois do fim da guerra, os Aliados ficam horrorizados com os indícios de crimes contra a Humanidade perpetrados pelos Nazis. Agora, têm de interrogar os envolvidos, para impedirem que algo semelhante volte a suceder. O juiz Konrad Morgen, investigador das SS, descreve a sua visita a Auschwitz para acabar com a corrupção entre os guardas do campo, e como depressa descobre indícios de ilegalidades mesmo nas camadas superiores. O comandante de Auschwitz Rudolf Hoess lida com o stress de expandir as instalações de morte industrializada do campo tendo um caso com uma reclusa… até a existência desta se tornar problemática. O bacteriólogo Hans Münch dá por si a tentar esquivar-se à “seleção” em Auschwitz e, simultaneamente, debate a moral da experimentação médica em humanos com Josef Mengele. Com a maré a virar-se contra os Nazis, Münch faz uma última tentativa desesperada para salvar a vida dos prisioneiros… e talvez a dele próprio.

Quinta-feira 23 julho, 22h

O FIM DO REICH

Os interrogadores dos Aliados na Alemanha ocupada têm de questionar todos os envolvidos no III Reich, para tentar perceber o que aconteceu, e poucas testemunhas são mais elucidativas do que o general das SS Von Dem Bach-Zelewski, que descreve como os seus homens esmagaram a Revolta de Varsóvia do verão de 1944, espantosamente sem se autoincriminar. O perito em demolições Mattias Shenck, de 19 anos, é testemunha ocular das atrocidades perpetradas contra os cidadãos de Varsóvia pela célebre Brigada Dirlewanger. O ministro do Armamento de Hitler, Albert Speer, afirma ter-se tornado um traidor e planeado o derradeiro ato de traição nos últimos dias da guerra. A ex-líder da Bund Deutscher Mädel, Melita Maschmann, assiste à morte dos pais num bombardeamento, mas nem isso abala a sua fé no Nacional-Socialismo. Tanto ela como Matthias Shenck integram as centenas de milhares de jovens Nazis dedicados à defesa de Berlim até à morte.

Quinta-feira 23 julho, 22h45

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