Em direito de resposta, Francisco Pinto Balsemão desmente números divulgados pelo CM


O Correio da Manhã noticiou ontem que os cortes que a nova administração do MEO quer impor aos fornecedores de conteúdos pode afetar fortemente os grupos que detêm as estações nacionais, como é o caso da Impresa, dona da SIC.

O diário publicou que o MEO quer reduzir em 50% os 22 milhões de euros que paga ao grupo de Pinto Balsemão para emitir os seus canais. A Media Capital (dona da TVI) recebe, afirma o matutino, cerca de 6 milhões da MEO e em declarações ao CM não acredita que os cortes a vão atingir: «Há vários anos que somos líderes no cabo. A remuneração que recebemos por esta via está abaixo do valor que a nossa audiência justifica. Portanto, não antecipo uma redução. Pelo contrário, somos lideres e devíamos ter a maior fatia de receitas», referiu Olívia Mira, administradora financeira da Media Capital.

O Correio da Manhã revelou ainda que a RTP recebe 10 milhões da operadora de televisão por cabo do grupo PT.

Em resposta a esta notícia, Francisco Pinto Balsemão emitiu um direito de resposta, que foi publicado na edição de hoje do Correio da Manhã:

Direito de resposta de Francisco Pinto Balsemão

O Correio da Manhã publica hoje [quarta-feira, dia 29] uma notícia com o título: “Negócio. Corte superior a 10 milhões coloca Balsemão no prejuízo. SIC perde ‘renda’ milionária da MEO. Cortes impostos pela Altice vão dificultar situação financeira da Impresa.”

Esta notícia não corresponde à verdade e é gravemente lesiva dos interesses da Impresa, a qual, como sabe, está cotada em bolsa e integra o PSI-20. Em primeiro lugar, é falso que a Meo pague 22 milhões de euros à SIC para exibir os seus canais.

A palavra “renda” utilizada, em corpo 64 ou maior, pelo CM no título é, portanto, malevolamente enganadora: as condições acordadas com a Meo para a cedência dos direitos de transmissão da SIC generalista e dos quatro canais temáticos são semelhantes às acordadas com os principais concorrentes da Meo.

Em segundo lugar, o contrato assinado entre a Impresa e a PT está em vigor até 31 de Dezembro de 2015.

Em terceiro lugar, esse contrato engloba quatro aspetos distintos: Cedência pela SIC à Meo de direitos de transmissão da emissão da SIC generalista; Cedência pela SIC à Meo de direitos de transmissão dos canais temáticos SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical e SIC K (este em exclusivo nacional); Publicidade da PT nos meios de comunicação pertencentes à Impresa; Exclusivo atribuído pela Impresa ao Sapo da venda de publicidade digital em todos os meios de comunicação pertencentes ao grupo Impresa.

Em quarto lugar, esse acordo quadripartido começou recentemente a ser renegociado, com vista ao seu prolongamento para além de 2015. Ainda não existem, portanto, quaisquer conclusões sobre se, como e por quanto tempo será renovado a partir de Janeiro de 2016.

Em quinto e último lugar, a Impresa não tem que saber como e quando negoceiam os seus concorrentes com a Meo. Mas pode e deve esclarecer que não é possível comparar o que não é comparável, para favorecer uns e prejudicar outros (neste caso, é mais uma vez, para prejudicar a Impresa). Até porque a SIC transmite mais canais que os outros operadores nacionais de televisão na Meo.

Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Conselho de Administração da Impresa

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