ESC2013 – A Crítica [1ª Semi-Final], O Comentário!


Por João Leite e Tiago Vale

Por João Leite e Tiago Vale

Pelas 20 horas de ontem realizou-se a 1ª Semifinal do “Festival Eurovisão da Canção 2013” (que foi transmitida em diferido pela RTP1 a partir das 22h48). Como tinha referido na antevisão feita à mesma iríamos ter surpresas nos finalistas, mas antes de irmos analisar as músicas concorrentes, vamos falar do espetáculo em geral.

A Suécia organizou um festival com uma excelente realização (os planos de câmara estiveram muito bons), um grafismo lindíssimo com borboletas que voavam pelo nosso ecrã, uma apresentadora carismática e engraçada, uma abertura magnífica com a “Euphoria” (a música vencedora do ano passado) cantada por crianças e por Loreen com direito a língua gestual e retirou as cadeiras ao público deixando-o de pé a agitar as suas bandeiras dando um ar muito mais festivaleiro e divertido ao certame. Mas nem tudo são elogios. O palco podia ser melhor. Na televisão não ficou tão bem como esperava, deveria ser mais majestoso. Uma pena, pois o palco é dos elementos mais importantes.

Quanto às músicas, tivemos desde o razoável ao muito bom. Houve excelentes actuações e outras mais desorganizadas e/ou aborrecidas. Destaque positivo para as finalistas Dinamarca, Ucrânia, Moldávia e Holanda e negativo para as também finalistas Rússia, Bélgica e Lituânia e para as não finalistas Sérvia e Áustria. Mas vamos analisar então mais pormenorizadamente cada uma delas.

Comecemos pelas seis canções que não se apuraram. Eu dava à Sérvia umas 70% de hipótese de ir à final, porque era uma música catchy da qual gosto muito e porque actuava em último lugar, mas a actuação e o vestuário confusos e infantis prejudicaram (assim como eu disse que podia prejudicar). Uma pena, porque apesar da performance errada, era uma das poucas músicas pop cantadas na própria língua (que também os atraiçoou, pois a mensagem da música não passou para o público) e merecia um lugar na final.

Já esperava que a Áustria ficasse pela semifinal. Actuar em primeiro com uma performance fraca e uma música pouco marcante de um país sem grandes resultados só poderia dar em fracasso. Também tenho pena, estava nas minhas dez favoritas desta semifinal.

A Croácia não se apurou, ao contrário do que eu pensava. Acreditava mesmo que a versão croata dos Il Divo ia à final com a sua klapa (estilo musical croata), mas parece que o júri e o público não gostaram desta canção, assim como eu.

A Eslovénia e o seu dubstep não conseguiram apoio suficiente para uma apuração. Já esperava, pois apesar da excelente coreografia e do ritmo contagiante, a intérprete Hannah teve falhas vocais, a Eslovénia não tem um bom historial e o júri nunca iria apoiar este estilo musical, o que prova também o porquê do dubstep e rap montenegrino falhou a final depois de uma performance contagiante. Eu não acreditava que passassem, mas sempre tive uma pequena esperança, pois gosto imenso da música.

O último país da lista de não apurados é o Chipre. A Rita Guerra cipriota esteve excelente em palco e deu tudo pela sua balada, mas sem o apoio da Grécia e com tantas baladas numa semifinal, as que vêm dos países mais fracos a nível de resultados sairiam prejudicadas. É realmente uma pena que músicas como a da Sérvia, do Chipre e de Montenegro não estejam na final e as performances menos conseguidas da Lituânia e a Bélgica se tenham apurado.

E falando em apurados, vamos lá falar dos dez finalistas. Comecemos pelas surpresas da noite: a Lituânia e a Bélgica. Pouco gente esperava que estas duas músicas se apurassem, pois os seus intérpretes além de pouco carismáticos tinham má pronúncia no inglês (idioma das suas canções). Ainda assim conseguiram o apuramento.

A Lituânia até compreendo, pois Andrius, o intérprete, esteve bem melhor do eu esperava, mas o Roberto, intérprete da música belga, esteve desconfortável. Nada ali resultou, ele não soube interagir com as bailarinas e muito menos com a câmara. Mas uma cara laroca (?) e o facto de ter atuado em um dos dos últimos lugares da semifinal ajudou à qualificação.

Outro país com o qual eu não estava totalmente confiante era com a Irlanda. A atuação é muito azeiteira, mas novamente uma cara bonita e um pop dance que fica no ouvido fazem milagres. A Estónia com a sua balada e atuação simples conseguiu também apurar-se (muito graças ao júri, acredito). Eu sempre acreditei neste apuramento e quando vi a actuação na TV ontem fiquei ainda mais confiante.A Birgit estava linda, foi bastante carismática e cantou muito bem, sem nunca exagerar. E provou que as mulheres grávidas têm sempre uma aura especial à sua volta.

Os outros seis apurados são aqueles que eu na antevisão a esta semifinal referi como certezas de apuramento. A Dinamarca, grande favorita à vitória, apesar dos deslizes vocais da Emmelie, a Ucrânia, outra grande favorita, com destaque para a potência vocal e belíssima expressão corporal da Zlata, a Holanda com a famosíssima Anouk, que entregou a atuação mais simples e melancólica (assim como a sua música) da noite, a Rússia e a sua balada banal (sempre que a ouço tenho a impressão que já a ouvi em algum lado, do instrumental à letra), o único pop latino – estilo muito em voga atualmente – da noite, a Bielorrússia (vestido curto, boa coreografia e boa voz) e a Moldávia com a melhor performance da noite. Aliona Moon interpretou excelentemente a sua balada e brilhou no seu vestido que cresce mais de 4 metros e tem projecções a condizer com o background.

Foi uma 1ª Semifinal com excelentes atuações, com equilíbrio quanto às surpresas e ao previsível nos resultados, como nos últimos anos a Eurovisão nos habituou. Que venha a 2ª Semifinal!

PS #1: A ideia de mostrar o dia-a-dia dos intérpretes nos postcards não é nada me mais, mas os mesmos resultaram graças aos planos mostrados. Excelente trabalho.

PS #2: O sketch da personagem cómica Linda Woodruff foi hilariante. A personagem é deliciosa, excelentemente bem interpretada e fez-me rir muito. Mal posso esperar para ver o que irá ela nos mostrar da Suécia na 2ª Semifinal e na Grande Final.

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