Crítica: Final de “Sol de Inverno”

Chegou ontem, Domingo à noite, a novela que durante 282 episódios acompanhou os serões dos telespectadores da SIC.

Banda Sonora

O mote inicial da novela era simples “Só o Amor Pode Vencer”, Laura e Sofia, duas amigas de longa data que trabalhavam na empresa de sapatos “Boheme” passaram a novela a esquematizar planos se aniquilarem uma a outra. Desde 16 de Setembro de 2013 que as protagonistas da novela queimaram colecções inteiras de sapatos, disputaram os próprios filhos, roubaram o homem uma a outra e mais uma infinidade de situações que Pedro Lopes, e a sua equipa, desenvolveram para manter durante um ano a novela no ar.

Quando começou, “Sol de Inverno” substitui-a a novela do ano “Dancin’Days”, e entusiasmou os portugueses que se agarram as histórias criadas pelo autor. Mas o que prometia tanto chegou a um ponto sem retorno. O  facto de esticar a novela tanto tempo fez com que ela não tivesse história ou que as histórias que podiam fazer algo pela novela já tivessem terminado. Vejamos: A Ana (Andreia Dinis) era uma psicopata que deixou o marido e o filho, que se auto-mutilava e depois de um acidente e de ficar na cadeira de rodas perdeu todo o encanto; Teresa (Inês Castel-Branco), uma pessoa saudável e enérgica, é apanhada de surpresa quando descobre que sofre de insuficiência renal (devido a uma infecção) mas tudo se resolveu e depois ela foi coleccionando romances; Manel (Rogério Samora) fazia parte, de início, do triângulo amoroso, juntamente com Laura e Sofia, mas acabou por perder esse estatuto, passando a maior parte do tempo com o filho em casa, na livraria do Mariano (Filipe Vargas) e a procura de emprego; Jacinto (Júlio César) e Lurdes (Maria Emília Correia) retratavam, na novela, os portugueses e as suas dificuldades actuais, mas a meio da novela Jacinto virou-se para o núcleo cómico e, a simpática Lurdes, virou a sua personalidade para ser uma mazinha na fábrica da Isabel (Ana Nave).

Mas nem tudo foi assim tão mal na novela. Cláudia Vieira (Andreia) demonstrou que é mais que a menina bonita e teve um papel em que esteve a altura. Também Luciana Abreu (Fatinha) demonstrou o seu talento e, durante muito tempo, foi ela que levou a novela ao colo, sem desmérito para as protagonistas, Rita Blanco e Maria João Luís que sempre estiveram impecáveis.

Mas o que interessa aqui é o episódio final, não é? Para mim no final ficou por mostrar tanta coisa. O que aconteceu a Dona Lé (Ana Padrão)? E o Jacinto? E a Andreia? E a Benedita? A Dona Lé continua com o palacete; o Jacinto não sei; a Andreia ia fugir para sempre do inspector; a Benedita ficou com a Boheme e depois de andar com um rapaz não lhe arranjavam alguém jeitoso para lhe cair nos braços? (Até se podia apaixonar pelo Horácio (Alexandre de Sousa).

Mais uma vez podia aqui falar de muito finais. Mas vamos ao importante: o final das protagonistas. Para mim fez todo o sentido. Fizeram as pazes, mas faltou algo. Talvez uma frase da Laura, que acabou presa, para pedir a Sofia para cuidasse dos seus filhos. Talvez a cena final poderia ser a Sofia a espera da Laura no dia da saída desta da cadeia. Aliás, e para terminar, onde é que a SIC enfiou o que aparecem em todas as novelas, o famoso “FIM”?

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