Governo considera «prioritária» a assinatura de um novo contrato de concessão com a RTP

O Governo considera «prioritária» a assinatura de um «novo contrato de concessão com a RTP». A garantia foi ontem deixada no Parlamento por Miguel Poiares Maduro, numa intervenção em que insistiu na importância de dar «estabilidade e serenidade» à televisão pública, que terá de funcionar com as verbas hoje disponibilizadas pelo Estado, pondo fim ao «duplo financiamento», noticia o Diário Económico.

«Em termos absolutos, a RTP não é cara, em termos do PIB e da dimensão dos Estados é», afirmou o governante durante esta quarta-feira.

«Não chego com ideias feitas sobre qual a melhor solução para a RTP», confessou o Poiares Maduro, defendendo que o tempo que tem de Governo não foi ainda suficiente para «uma análise adequada» à situação. Ainda assim, o responsável da tutela já apresentou alguma das linhas mestras com que pretende liderar a pasta e deixou mesmo uma garantia quanto ao financiamento da estação pública. «A RTP deve ser sustentável com a Contribuição para o Audiovisual (CAV) que existe», num valor a rondar os 140 milhões de euros, defendeu Poiares Maduros, que nunca deixou de insistir que é decisivo definir com detalhe o papel pretendido da estação pública de televisão.

O primeiro passo será a assinatura de um novo contrato de concessão. «Era bom ter o contributo de todos para encontrar a solução mais consensual possível. Não é bom para a RTP que cada governo que chega coloque tudo em causa», disse o governante que das reuniões que manteve na estação pública identificou outro dos problemas: «A desmotivação dos trabalhadores».

No entanto, na primeira ida de Poiares Maduro à comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação também não faltou o momento de tensão Cecília Honório, deputada do Bloco de Esquerda, questionou o ministro sobre a preparação de «um despedimento coletivo de 600 pessoas em agosto», lembrou os cortes na massa salarial a rondar os 20% e ainda o facto da verba disponível para as indemnizações ter passado de 30 para apenas 15 milhões. Poiares Maduro, mostrou jogo político e evitou a resposta. Garantindo que nunca irá «intervir em aspetos concretos da gestão» do canal público, o ministro voltou a frisar a ideia de que tudo partirá do novo contrato de concessão.

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