Inversão do mercado: TVI sai da CAEM porque SIC iguala investimento publicitário


Audiências

SIC e TVI estão, neste momento, empatadas quanto ao investimento publicitário feito em cada uma das estações privadas. Este é um twist histórico. Nunca as duas estações estiveram com números iguais e há já muitos anos consecutivos que a TVI ganhava à concorrente direta por uma esmagadora maioria.

Neste primeiro trimestre a TVI caiu de 21.8 milhões de euros para 18.7. Esta queda representou 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a SIC recuou de 19.1 para 18.6 milhões de euros, uma queda de 2.8%.

Estes valores terão acendido todas as luzes vermelhas e alarmes em Queluz de Baixo e é este o principal motivo que levou a TVI a sair da CAEM e a recusar trabalhar com as atuais audiências.

Este estudo feito pela edição escrita do Diário Económico revela que a TVI ganha os dias, semanas e meses (e até os anos), mas a SIC é líder em horário nobre. Com a crise instalada, os anunciantes estão a jogar pelo seguro e a apostar tudo só no primetime e para o efeito tendem a escolher a líder, neste caso, a estação de Carnaxide.

A evolução pode levar a uma completa inversão da tendência que era facto até setembro do ano passado e a SIC pode começar a liderar o investimento publicitário com folga.

Rosa Cullell, administradora da Mediacapital que controla a TVI está cada vez mais irredutível quanto à saída da estação da Media Capital da CAEM e quando se pensava que a guerra sobre a medição de audiências não podia ir mais longe, eis que o verniz estalou de vez e a relação entre a SIC e a TVI atinge o ponto máximo de tensão.

As declarações do CEO da Impresa, Pedro Norton, foram o rastilho. Em entrevista ao jornal Público, o responsável acusou ontem a estação da Media Capital de «mudar de opinião neste processo ao sabor das conveniências» e de não querer admitir que perdeu a liderança no horário nobre, de segunda a sexta.

A TVI não reagiu publicamente, mas o Diário Económico apurou que as afirmações de Norton caíram como uma bomba em Queluz de Baixo e tornaram ainda mais irredutível a posição da administradora Rosa Cullell, em relação a um eventual regresso à Comissão de Análise de Estudo e Meios (CAEM), que está agora mais longe do que nunca.

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