Israel: Tel Aviv é a mais forte candidata a acolher a Eurovisão 2019


Eurovisão 2019

Israel é o país organizador da Eurovisão 2019

Tel Aviv é a cidade que até agora gera maior consenso para receber o Festival Eurovisão 2019. A decisão não está, no entanto, tomada.

O governo israelita adiantou que esta cidade é a única em Israel que dispõe de um pavilhão com as condições exigidas pela organização do concurso.

De acordo com fontes do ministério das Finanças de Israel, em declarações ao jornal Haaretz e citadas pela agência EFE, prevê-se que, no próximo ano, o concurso se realize entre 17 e 24 de maio, no Pavilhão 2 do recinto da feira de Tel Aviv, concluído em 2015, desenhado para eventos de grande dimensão e que é a única infraestrutura a reunir os requisitos organizativos e políticos para acolher o festival.

Uma das desvantagens é a capacidade do espaço, dez mil espectadores, bem menos do que a Altice Arena, em Lisboa, onde se realizou este ano o concurso, que acolhia 18 mil.

A estação pública israelita de televisão Kan, responsável pela produção da iniciativa, está em negociações com o governo, que, de acordo com o jornal Haaretz, poderá investir entre 16,6 milhões e 22,1 milhões de dólares (entre os 14,2 mihões e os 18,9 milhões de euros).

Depois de concluídas as negociações, inicia-se o processo de candidatura de várias cidades de Israel a acolherem o Festival Eurovisão da Canção, não sendo claro se Jerusalém será candidata.

Segundo o Haaretz, o facto de o calendário do concurso incluir um mês de ensaios – que coincide com as festividades judias do shabat, no qual a população mais ortodoxa exige descanso absoluto sem atividades institucionais nem organismos oficiais e durante o qual não há transportes públicos — pode impossibilitar a entrada de Jerusalém na corrida.

Outras das possibilidades em cima da mesa são a realização do concurso no estádio de futebol de Haifa, a norte de Tel Aviv, ou na cidade turística de Eilat, banhada pelo Mar Vermelho, na fronteira com o Egito e a Jordânia.

Israel acolhe o concurso em 2019 depois de ter vencido a edição deste ano com o tema “Toy”, interpretado por Netta Barzlilai.

Há cerca de duas semanas, o governo israelita decidiu que não iria interferir na eleição da cidade anfitriã do concurso e que não iria impor Jerusalém como única hipótese.

O executivo acabou assim por ceder às exigências da União Europeia de Radiodifusão (EBU, sigla em inglês), que tinha pedido ao país que propusesse uma cidade “menos divisiva e controversa” que Jerusalém, cuja zona oriental está ocupada pelos israelitas aos palestinianos desde 1967, e na qual a comunidade internacional não reconhece a soberania de Israel.

Perante a possibilidade de a Eurovisão este ano se realizar em Jerusalém, o Sindicato dos Jornalistas Palestinianos, a Campanha de boicote a Israel e 17 organismos culturais palestinianos pediram, numa carta dirigida aos membros da EBU e aos países que participam no concurso, que não fizessem parte da próxima edição do concurso e boicotassem a iniciativa.

Com Lusa

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