Márcia Breia está feliz em “Sol de Inverno” e magoada por não ter tido contrato na TVI


Sol de Inverno

Márcia Breia em “Sol de Inverno”

Márcia Breia dá vida a Dulce, a governanta dos Aragão, principal família de “Sol de Inverno”, novela da noite da SIC.

À Correio TV a atriz traça o perfil da criada, que sabe mais que todos: «É uma empregada quase centenária da casa dos Aragão, viúva, o filho nasceu quase ali, e é conhecedora de muitos segredos da família. E isso mais tarde vai ter um preço. A grande paixão da sua vida é o seu filho [papel de Rui Unas] e ela desaparece em frente a ele, cujos disparates são constantes».

Trabalhar com Luciana Abreu «é uma boa surpresa» para Márcia Breia. «Ela trabalha muito e isso, para mim, tem muito valor, além de que é extremamente bonita, até mete raiva [risos]. Ela tem muito talento e faz-se um circo à volta dela que só a prejudica, porque ela é muito mais do que isso», conta à publicação.

A maior parte das cenas são gravadas com Rui Unas, que faz de Carlos Miguel, o seu filho. O início foi reticente: «Fiquei assustadíssima quando soube que o meu partner era o Rui Unas, porque tinha uma imagem dele, de que era um ator que necessitava de uma certa liberdade para se impor. Mas ao mesmo tempo é cómico». Apesar do susto, a veterana atriz apercebeu-se que o sentimento era mútuo: «Damo-nos muito bem e pelo que me apercebi tínhamos um receio semelhante».

Antes de chegar a “Sol de Inverno”, Márcia Breia participou em cerca de meia dezena de novelas na TVI, sem nunca ter sido exclusiva. «Foi uma grande mágoa não ter sido exclusiva. Ser exclusiva é muito bom sob o ponto de vista financeiro», confessa à Correio TV.

Para a Dulce de “Sol de Inverno” é uma segurança ser exclusiva: «Faço 70 anos para o ano, mas a juventude não é uma idade, é uma atitude. E entendo que os atores mais velhos fazem falta num elenco. Pode, através deles, traduzir-se todo o peso e o saber que as gerações mais novas não têm».

Resignada, confessa que no fundo sabe que mesmo as ligações contratuais, longas ou por obra, têm um fim. «Todos temos de sair quando os contratos acabam. O meu acabou com a TVI, após “Louco Amor” [era por obra]. Acredito que há um lugar para as pessoas mais velhas e dá-me a sensação que abriram uma arena, onde só entram determinados números. Mas preciso de trabalhar e aceitei o convite da SP, com quem já tinha feito o remake de ‘Vila Faia’. Tem gente nova que muito respeito e prezo», desabafa.

Em casa, longe dos estúdios da SP, Márcia Breia confessa ser espectadora de “Sol de Inverno” e só noutra ocasião reviu o seu trabalho. «Raramente vejo os projetos em que entro, mas vi ‘Meu Amor’, TVI, e vejo esta. Às vezes estou a ver e fico perplexa com a forma como tudo está montado. Há um cuidado em tudo e isto deve-se aos técnicos, à produção… não aos atores», termina.

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