Morreu Laura Soveral [1933-2018]


Laura Soveral

Laura Soveral

Morreu Laura Soveral, anunciou a Academia Portuguesa de Cinema. A atriz de 85 anos morreu esta quinta-feira no Hospital de Santa Maria , em Lisboa, confirmou a família à agência Lusa.

Maria Laura do Soveral Rodrigues nasceu em 23 de março de 1933, na cidade de Benguela, Angola, e somou vários prémios pelo trabalho como atriz, em particular no cinema e no teatro.

Fixou-se em Lisboa, onde frequentou Filologia Germânica, na Faculdade de Letras, e a Escola de Teatro do Conservatório Nacional, tendo enveredado pela representação, no início dos anos de 1960. Estreou-se na representação, em 1964, no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d’Ávila.

“Estrada da Vida”, filme de Henrique Campos, valeu a Laura Soveral o Prémio de Melhor Atriz de Cinema, do então Secretariado Nacional de Informação (SNI), e o Prémio Bordalo, da Casa da Imprensa.

Em televisão, trabalhou em Portugal e no Brasil. Por cá, nos anos de 1960 e 1970, foi sendo chamada para fazer teatro ou para declamar poesia, no programa Hospital das Letras de David Mourão-Ferreira. No Brasil, onde se fixou na década de 1970, destacou-se em particular a participação em “O Casarão” e “Duas Vidas”, da TV Globo.

Nos palcos, trabalhou com companhias como o Teatro da Cornucópia, o Teatro Experimental de Cascais, o Novo Grupo/Teatro Aberto e A Barraca, e participou em encenações como “O avarento”, “A Casa de Bernarda Alba”, “O processo de Kafka”, “D. Quixote” e “Primavera Negra”.

No cinema, destacam-se as interpretações em “Uma abelha na chuva”, de Fernando Lopes, a par de “A divina comédia”, “Francisca” e “Vale Abraão”, todos de Manoel de Oliveira, “Tráfico”, de João Botelho”, e “Quaresma”, de José Álvaro Morais.

Nos últimos anos, Laura Soveral entrou em “Tabu”, filme de Miguel Gomes, “O Cônsul de Bordéus”, de Francisco Manso e João Corrêa, “Cadências Obstinadas”, de Fanny Ardant, “Os Maias”, de João Botelho.

A Academia Portuguesa de Cinema distinguiu-a em 2013, com o prémio de carreira e, em 2017, com o Prémio Bárbara Virgínia, de homenagem a mulheres do cinema português.

Até hoje, foi a única artista distinguida com os dois prémios. «Um extraordinário exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras», considerou na altura a Academia.

Em televisão passou ainda por produções como “Tempo de Viver”, “Chiquititas”, “Regresso a Sizalinda” ou “Os Boys” (já em 2016).

Esta quinta-feira, as notícias da morte de Laura Soveral surgiram depois da Academia de Cinema ter deixado uma nota de condolências.

Ao continuar a utilizar este site, está a concordar com o uso de cookies. Mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close