Morreu o ator Paulo Goulart: 1933-2014


Paulo Goulart morreu em São Paulo, nesta quinta-feira, aos 81 anos. Segundo nota do hospital, o ator faleceu às 13h15 (hora de Brasília), «decorrente de um cancro renal avançado».

A família do ator reuniu-se e conversou com repórteres no hospital, nesta quinta. «Foi um final dolorido, mas uma passagem em paz com muito amor», disse Nicette Bruno, viúva de Paulo. «Foi com todos os filhos e netos em volta. É eterno. Vamos ter esse momento de separação. Mas vamos nos encontrar. Tenho a certeza de que ele estará sempre connosco», completou Nicette.

Beth Goulart, filha do casal e também atriz, agradeceu a todos os «amigos conhecidos e desconhecidos» que sentiram a perda. Todos choraram durante os depoimentos.

Ao longo da sua carreira, iniciada quando ainda era adolescente, Goulart destacou-se pelos trabalhos em novelas como “Plumas e Paetês” (1980), “Roda de Fogo” (1986) e “O Dono do Mundo” (1991).

Seu primeiro emprego foi como DJ, operador e locutor em rádio fundada pelo seu pai, em Olímpia, no interior paulista. No entanto, antes de se iniciar na carreira artística, o futuro ator estudou química industrial. De acordo com o próprio, a ideia era ter uma alternativa de emprego. «Eu queria ter algum outro ofício, porque rádio, embora fosse uma grande coqueluche, não era encarado como uma profissão. Estavam fazendo teste para locutores na Rádio Tupi de São Paulo, e lá fui eu. Mas não passei, fiquei em segundo lugar», disse.

Em 1952 Goulart conheceu a atriz Nicette Bruno e fez a sua primeira peça. Casaram a 26 de fevereiro de 1954 e tiveram três filhos, Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho, que seguiram a carreira dos pais.

O ator destacou-se, depois de uma longa carreira, com o Donato da segunda versão de “Mulheres de areia” (1993). Goulart chegou a comentar sobre a composição este papel de forma efusiva: «Donato era uma pessoa má por princípio, um assassino. Mas eu me agarrei numa só coisa: um grande amor, ou melhor, a paixão por uma adolescente. Então, em nome disso, ele cometia todas as atrocidades; e, quanto mais apaixonado, pior ficava. Mas isso me abastecia como intérprete».

As suas últimas novelas foram “Ti-ti-ti” (2010) e “Morde & Assopra” (2011).

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