MOV estreia 2ª Temporada de “Orphan Black”

A segunda temporada de “Orphan Black”, a série de ficção científica que surpreendeu a crítica e o público graças à sua mitologia complexa, cercada de mistérios, brilhantemente protagonizada por Tatiana Maslany (nomeada para um Globo de Ouro e vencedora, entre outros, do galardão para Melhor Atriz/Ator de série dramática pela Television Critics Association), chega ao MOV dia 21 de outubro, pelas 22h30.

Segundo a protagonista “A segunda temporada mostra Sarah desesperada numa corrida contra o tempo para encontrar a sua filha Kira (Skyler Wexler) que está desaparecida. As táticas que usar vão desencadear uma guerra com a sua pró-clone Rachel, dividindo e colocando em perigo todos os clones. Enquanto Sarah descobre mais sobre o seu passado, os recém-chegados aparecem misteriosamente, mas serão confiáveis?”

Orphan Black” é uma produção canadiana da BBC América, em que Tatiana Maslany dá vida a sete personagens completamente diferentes e que ao longo dos 10 episódios

que compõem a segunda temporada vão sendo expostos, obrigando a que sejam tomadas muitas decisões difíceis e arriscadas.

Repleta de momentos de ação que se desenvolvem em crescendo com o intuito de estabelecer o debate em torno da clonagem humana e o direito à individualidade de cada um, “Orphan Black” consegue a proeza de articular sequências de ação com a abordagem de questões sociais mais sérias, mantendo, no entanto, o caracter divertido capaz de prender o espectador ao ecrã.

Entre as novas personagens que surgem na segunda temporada destaque para Rachel Duncan, um clone consciente da sua condição que não teve uma infância normal como as restantes, revelando uma personalidade verdadeiramente perturbadora pela forma implacável como é forçada a ser, e ainda Cal, pai de Kira, cujo passado está envolto em mistério e que forma um par romântico com Sarah.

Orphan Black

Em 2006, o cientista Severino Antinori declarou, a despeito de todas as discussões éticas e legais, ter feito três clones humanos em 2003 que, segundo ele, viviam no Leste Europeu. A notícia chocou o mundo e levou muita gente a questionar a sua veracidade.

Sarah (Tatiana Maslany) acredita ser órfã e sozinha no mundo até que se apodera da identidade, dos relacionamentos e do dinheiro de uma mulher muito parecida com ela, que se suicidou numa estação de metro e que representa a possibilidade de mudar de vida e conseguir a guarda da filha.

Ao assumir a identidade da mulher, Beth Childs, uma detetive da polícia que atuava no departamento de assuntos internos, Sarah descobre que ela e a falecida são, na verdade, clones que um assassino profissional está determinado a eliminar.

A oposição constante entre a temática científica e a ética social é realçada pelo excelente trabalho de Tatiana Maslany, a atriz que maravilhou os espectadores imprimindo sotaques e trejeitos inconfundíveis a cada uma das personagens que representa ao longo de 10 episódios.

John Fawcett e Graeme Manson dão forma ao argumento que determina o clima de suspense constante da série, desenvolvendo-a numa atmosfera de incertezas e inseguranças que coloca Sarah frente a frente com várias versões da mesma matriz, exteriorizando os conflitos pessoais de quem se descobre como uma imensa prova de contradição à natureza.

À medida que desvenda os segredos de Beth, Sarah vai-se deparando com mais cópias e cada uma delas reside dentro da mais completa ordem natural. A vida das cópias é como a vida de qualquer pessoa, ainda que secretamente, elas sejam parte de um plano maior, controladas dia e noite por uma vida que é encenada para elas e não por elas.

Qualquer e toda cópia tem um original… Mas qual delas é o princípio de tudo? Quem é a original? Será que existem mais cópias? E mais importante que tudo: porquê? “Orphan Black”, uma produção canadiana, é um verdadeiro jogo de vida ou morte e uma das séries mais inteligentes e nervosas da atualidade, onde o espectador é enganado e surpreendido constantemente.

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