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Quem é quem? Algumas personagens de “Na Corda Bamba”, a novela da TVI

na corda bamba

“Na Corda Bamba”

“Na Corda Bamba” é a nova novela da TVI. Escrita por Rui Vilhena, esta é a grande aposta de Felipa Garnel para recuperar as audiências do canal.

Fique a saber um pouco mais sobre esta novela:

Lúcia (Dalila Carmo) e Pipo (Pêpê Rapazote) são um casal com um forte segredo que envolve os seus filhos, o que os faz viver numa tensão constante, sempre na iminência de que se descubra que… os seus filhos são roubados!

Uma imobiliária de luxo é um dos principais palcos da vida das personagens. Lúcia acabará por trabalhar aqui como consultora imobiliária e irá deparar-se com as mais variadas surpresas do passado. Deste universo emerge a decoradora brasileira Olívia Galvão (Maria João Bastos) que, com um gosto e requinte únicos, tem como obsessão o controlo pela qualidade.

Filho dos protagonistas, Gabriel (Rodrigo Trindade) é um chef viajado que cozinha para festas e eventos da alta sociedade. Aos poucos, ele tornar-se-á uma verdadeira celebridade digital com milhares de seguidores, um chef famoso e reconhecido pela sua cozinha criativa e sofisticada.

Sara (Margarida Vila-Nova), uma das personagens com mais incidência na história, espirituosa e carismática, é foster parent de animais. Para compensar uma grande perda do passado, ela acolhe múltiplos animais em casa, mimando-os até encontrar novos donos para eles.

Já Joana (Teresa Macedo), irmã da protagonista, possui um Estúdio de Yoga – um espaço simultaneamente enérgico e descontraído onde circulam pessoas que se preocupam com o seu bem-estar corporal e espiritual.

A trama tem também uma grande história de amor, rodeada de arte, design e criatividade. É na Papelaria Fonseca que ocorrem alguns encontros deste romance. É onde Edu (Rodrigo Tomás) compra materiais para a faculdade e onde a sua namorada Alice (Júlia Palha), filha dos protagonistas, acabará por trabalhar após uma inesperada reviravolta na sua vida…

Fique a conhecer algumas personagens de “Na Corda Bamba”:

Lúcia (Dalila Carmo) 

Eu acho graça. Toda a gente me considera a ovelha negra da família, não percebo bem porquê. Sim, eu não posso ter filhos, mas isso não quer dizer que eu não possa ser mãe. Há tanta criança por aí abandonada, a precisar de uma família… Para o meu marido, o Pipo, ter uma família sempre foi importante. Acho que é porque ele nunca teve uma. A minha era disfuncional, por isso eu saí de casa aos dezoito anos e nunca mais quis saber daquela gente. Segundo a minha adorada mãe, eles bem que me tentaram encontrar, mas nada do que sai daquela boca é crível. A nossa relação nunca foi boa, mas depois do meu pai morrer e de entrar em cena o meu padrasto, o inferno de Dante virou um conto de fadas. Bom, mas voltando às crianças, que é o que interessa… Como eu e o Pipo não podíamos ter filhos, por razões que eu não posso dizer já que as cuscas das paredes têm ouvidos, quis o destino que eu levasse para casa um filho, depois outro e outro… Essas crianças não iam ter futuro, filhas de mães toxicodependentes, prostitutas… Antes de me censurar, reflita. Eu fui um anjo da guarda para esses bebés. Em vez de estarem nas ruas, abandonados, esquecidos, agora têm uma casa, estudam, têm amor… não lhes falta nada para terem uma vida normal e feliz. Não é isso que toda a gente quer? A minha vida seria perfeita se o passado ficasse enterrado, mas não, há sempre um infeliz com uma pá na mão pronto a cavar a vida dos outros. Haja paciência. Eu sou enfermeira, visto-me de branco, dedico a minha vida a ajudar os outros. Não é justo que uma pessoa faça o bem e tenha de pagar por isso. Sejam conscientes, por amor de Deus.

Filipe ‘Pipo’ Trindade (Pêpê Rapazote) 

Tenho fama de ser violento. Deve ser porque eu trabalho como cobrador do fraque. É verdade que, às vezes, tenho de dar uns murros, partir um nariz… Se as pessoas fossem honestas e pagassem o que devem, eu não ia bater à porta delas. Cada um faz o que pode para ganhar a vida. Sou filho único. Os meus pais morreram num acidente de viação quando eu tinha seis anos. Fui criado pela minha avó, que vivia a contar cada cêntimo da reforma para nos sustentar. Preciso explicar mais ou já percebeu porque é que eu larguei a escola e fui trabalhar tão novo? Fiz de tudo, até porteiro no Alcântara-Mar eu fui. Foi lá que eu conheci a Sara… e a Lúcia. Às vezes eu penso: se a Sara não me tivesse enganado, quem sabe se as coisas entre nós não teriam resultado? Mas a vida dá muitas voltas. Eu amo a Lúcia, a gente tem muita coisa em comum. Eu sempre quis ter filhos, era o meu maior desejo, mas os exames disseram que eu não posso. Eu e a Lúcia até pensámos em adotar… mas por causa da porcaria duns murros que eu espetei nas trombas dum imbecil lá na porta do Alcântara, perdi o emprego e ainda fiquei com cadastro. Com este currículo, que instituição é que me ia deixar adotar uma criança? Nem um canil me ia deixar levar um cão. Quando ela me aparece em casa com um bebé, eu só não caí da cadeira porque já estava sentado. Tudo bem que o perigo nunca nos impediu de nada, mas porra… o que é que lhe passou pela cabeça? Primeiro eu fiquei sem reação, mas quando ela me começa a dizer que a mãe do bebé era uma prostituta que vivia na rua, que aquela criança ia passar de mão em mão enquanto a mãe atendia os clientes… Resultado: aceitei ficar com o bebé. Até porque a Lúcia tinha razão: ia ser melhor para ele. Daí para a frente, quem tem um tem dois e quem tem dois tem três. Mas a intuição é uma cena lixada. Eu sabia que isto dar merda. E ‘tava certo.

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