[Raio Z] Entrevista a Diana Costa e Silva: “Os meus maiores desafios são em teatro.”


Nascida a 25 de Outubro de 1979, Diana Costa e Silva conta já com um vasto currículo em teatro, cinema e televisão. A atriz que integrou filmes, como ‘A Corte do Norte’ , ‘4 Copas’ ou mais recentemente ‘Florbela’, é a nossa convidada em mais uma edição de Raio Z.
Diana fala-nos sobre a série ‘À Procura de Elisa’, a novela ‘Podia Acabar o Mundo’ e sobre uma grande paixão: o teatro.
Numa altura em que está prestes a voltar à televisão, depois de ter sido mãe pela primeira vez, Diana está hoje em Raio Z!

Zapping: Recentemente esteve para integrar o elenco da série da TVI, ‘À Procura de Elisa’. Já sabe algo mais sobre este projeto?
Diana Costa e Silva: A série foi cancelada… O que sabia do projeto era pouco, mas de qualquer forma, uma vez que não se vai fazer, não vale muito a pena partilhar o que sabia.

Z: Pode avançar algo mais sobre a sua personagem na série?
DCS: Estava entusiasmada, porque ia fazer de inspetora da polícia, Raquel Soares. Seria um desafio, pois nunca fiz de inspetora e não é o tipo de personagem que costumo fazer. Apostam pouco em mim para este género de papéis e estava com vontade de explorar este universo menos conhecido por mim. Foi pena. Alem disso, fui mãe há pouco tempo e agora estava com vontade de voltar a trabalhar.

Z: Foi uma das protagonistas da minissérie ‘O Dom’. Como foi viver uma realidade completamente fora do normal?
DCS: A minha personagem não vivia uma realidade fora do normal. Era, até, bastante terra-a-terra. Era a ex-namorada que tinha tido um filho do protagonista (Pedro Lima), sem nunca lhe ter dito, porque ele a abandonou. Eduardo regressa passados anos e quer saber mais, quer estar perto dela. Mas já madura e mais segura de si, Clara quer manter a distância e faz com que ele perceba que os seus atos têm consequências e que ele tem que crescer.

Z: Sente que este é um tema pouco explorado?
DCS: Acho que este tema já foi explorado algumas vezes, mas não muitas. Ainda se podia criar muito à volta destas histórias sobre espíritos, almas que vagueiam, pessoas que sentem que conseguem comunicar com os mortos, etc.. É um mundo que não podemos afirmar que existe ou não existe, por isso mesmo há uma grande liberdade para criar. Mas há sempre um grande perigo de se cair no ridículo, em vez de conseguir o mistério, o desconhecido, o suspense. É um tema perigoso, por isso mesmo. A história tem de ser boa e tem de ser mesmo bem feito. É como o terror. Ou é muito bem feito ou é ridículo e absurdo.

Z: Muitos dos nossos leitores conhecem-na pela sua participação em ‘Podia Acabar o Mundo’. O que recorda deste trabalho?
DCS: Gostei muito de trabalhar com a Produtora SP Televisão. São grandes profissionais e tiveram sempre muito cuidado e atenção comigo. Trabalhar com aqueles atores foi também um prazer. A Lia Gama, a Joana Seixas, o Diogo Morgado além de amigos são grandes profissionais. É muito gratificante trabalhar com atores assim. A minha personagem, Catarina Álvares, começou por ser viciada no jogo e eu estava entusiasmada com este desafio. Pesquisei e li muito sobre o este vício, fui a casinos, falei com pessoas que sofrem muito com este problema e estava mesmo interessada em saber mais sobre este universo do qual estava tão pouco informada. Fiquei desiludida quando rapidamente “curaram” a minha personagem e nunca mais se voltou a falar no assunto. Senti que fiquei com poucos desafios. Passei a ser a namorada do Rui, a querer esperar pelo casamento para perder a virgindade, ajudá-lo na campanha para presidente da camara, etc.. Lutar contra os preconceitos raciais de que éramos alvo foi a parte que senti que me fazia mais sentido e gostava de ter desenvolvido mais.

Z: A Catarina Álvares foi o seu maior desafio?
DCS: Não!!… Os meus maiores desafios são em teatro, onde experimento personagens muito diferentes e apostam em mim como uma atriz versátil. Em televisão tendem a dar-me sempre o mesmo género de papéis: a boazinha, a bonita e doce…

Z: Não é comum vermos a Diana em novelas. É uma opção sua?
DCS: Sim. Para mim fazer novelas é muito desgastante. Não há tempo para nada. É tudo a correr. Trabalha-se contra o tempo, com stress e rapidez. Tenho grande dificuldade de viver assim. Quando faço novela não tenho tempo para mim, ando exausta e sinto que o trabalho fica aquém do que deveria ser feito. Tenho muitos colegas que gostam desse ritmo, dessa corrida. Adoram fazer novelas e não se sentem frustrados, como eu, ao fim de um dia de trabalho. Eu sinto-me infeliz e lido mal com a falta de tempo para se fazer as coisas com alguma qualidade.

Z: Foi uma das atrizes do filme ‘Florbela’, de Vicente Alves do Ó. Como se sente ao ver este trabalho ganhar tantos prémios lá fora?
DCS: A minha participação foi muito pequenina, mas quis conhecer o Vicente e participava nem que fosse como figurante. Fico muito feliz pelo sucesso do filme. E orgulhosa do trabalho desta equipa extraordinária. Quando todos trabalham bem fazem-se coisas com qualidade e nível!

Z: Perguntas Rápidas:
Maior Vício: Os doces… E os mimos;
Livro/Filme/Música/Série Favoritos: Difícil… Não consigo dizer qual o meu favorito. Posso apenas dizer o último que gostei muito, porque livros, filmes e música gosto muito de várias coisas.
O último livro que gostei muito foi ‘O Ano da Morte de Ricardo Reis’ de José Saramago. O filme foi ‘Amigos Improváveis’. A música do Júlio Resende e a série que tenho seguido afincadamente é ‘Breaking Bad’.
Na TV não dispenso: ‘Bairro Alto’ (RTP2); ‘O Que Fica do Que Passa’ (Canal Q); ‘O Nosso Mundo’ (SIC); ‘Governo Sombra’(TVI24).
A pessoa que mais admiro é: Não admiro uma pessoa acima de todas as outras. Admiro várias.
Não vivo sem: Não há nada que eu viva sem. Acho que há coisas que me fariam muita falta, mas ainda assim talvez vivesse sem elas. Sem amor é difícil viver, sem as pessoas que fazem parte da nossa vida também (família, amigos…), mas a verdade é que o ser humano tem uma incrível capacidade de adaptação e sobrevivência, por isso acho que vivia com certeza mais infeliz, mas vivia.
Não saio de casa sem: As chaves de casa!
Um dia corre bem quando: Quando consigo ter a capacidade de dar valor a cada respiração, quando percebo a dádiva que é estar aqui. Viver.

Z: Pergunta Final:
A sua vida dava uma novela porquê?
DCS: A minha vida não dava novela nenhuma… é absolutamente banal e simples. Seria uma novela extremamente aborrecida! Mas tenho algumas aventuras e histórias que dariam bons episódios!

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Inês Silva

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