[Raio Z] Entrevista a Diogo Infante: “Seria interessante que os formatos (de ficção) pudessem ser mais variados.”


Ator, encenador e um verdadeiro homem do teatro, é assim que podemos descrever profissionalmente o nosso entrevistado.
Iniciou a sua brilhante carreira em televisão como actor, na novela Banqueira do Povo, da RTP1.
Ao seu melhor estilo, hoje é a vez de Diogo Infante, se submeter ao Raio Z!

Zapping: Para começar, quem é o Diogo Infante?
Diogo Infante: Sou um orgulhoso Português, que tem a grande felicidade de fazer aquilo que gosta!

Z: De onde surgiu a sua paixão pela representação?
DI: Já em criança, 6/7 anos tinha um enorme fascínio pelo espectáculo. Adorava musicais, cantar e dançar. Na adolescência verbalizei o desejo de ser ator e aos dezanove anos estreei-me no teatro amador!

Z: Nos últimos anos tem vindo a participar em novelas e em séries, algo que não acontecia desde “A Jóia de África” (2002). Tinha saudades de participar em ficção televisiva?
DI: Durante cerca de seis anos investi na direção artística de teatros e deixei um pouco suspensa a minha atividade como ator, sobretudo em televisão. Agora, com mais disponibilidade posso abraçar um género de que também gosto e que me permite chegar a novos públicos.

Z: Atualmente podemos vê-lo em “O Beijo do Escorpião”. Já sabemos que o Afonso é um ex-namorado da Rita, com um passado complicado. O que nos pode dizer mais sobre esta personagem?
DI: Sabemos pouco, o que nos permite ir construindo esta personagem em conjunto. Estou a gravar com pouco mais de uma semana de frente, o que significa que vamos recebendo os episódios que gravamos no dia seguinte! Seja como for, o Afonso é alguém que teve uma adolescência complicada, de excessos, e a morte violente de um amigo fê-lo dar uma volta à sua vida, acabando por se dedicar a ajudar os outros. A memória da paixão que teve com a Rita é algo que ressurge com muita força, o que faz com que o Afonso fique num dilema moral entre perseguir o seu amor e interferir numa família, aparentemente, feliz!

Z: Gosta da sua contracena na novela?
DI: A Dalila é uma atriz muito talentosa que gosta da imprevisibilidade do momento, o que nos permite fazer um jogo muito divertido de contracena. Já tínhamos trabalhado juntos e creio que nos entendemos muito bem.

Z: Já sabe quantos episódios vai durar a sua participação na novela?
DI: Creio que até ao final da trama.

Z: Também participa, neste momento, na peça “Ode Marítima”. Está a gostar desta experiência?
DI: Estou a adorar. Está a ser um dos maiores desafios da minha vida como ator. Estamos, neste momento, em digressão pelo país e está previsto um regresso a Lisboa em Setembro.

Z: Foi um dos protagonistas da novela “Mundo ao Contrário”, projeto que foi alvo de críticas bastantes positivas por parte do elenco da novela e pela crítica. O que teve este projecto de tão especial?
DI: Creio que se correram alguns riscos do ponto de vista da narrativa. As histórias eram muito reais, os núcleos muito consistentes. Tínhamos a sensação coletiva de estarmos a criar um objecto especial.

Z: Concordou com o horário da novela? E com a redução do número de episódios?
DI: Não tenho que me prenunciar publicamente sobre essas questões. São estratégias que me ultrapassam e que passarão, certamente, por opções da direção do canal.

Z: O que achou da sua participação nesta novela?
DI: Pessoalmente, gostei imenso. O fato de ter tido uma longevidade mais curta fez com que não ficasse muito cansado, o que me permitiu regressar passado um ano.

Z: Participou também na série da época “Depois do Adeus”. Acha que os canais generalistas deviam apostar mais neste tipo de ficção?
DI: Penso que a ficção em português é um espaço importantíssimo na programação dos canais ditos generalistas. Seria interessante que os formatos pudessem ser mais variados. Claro que há fortes limitações orçamentais, mas penso que sobretudo a RTP tem um dever de desenvolver conteúdos de qualidade sem a pressão das audiências.

Z: Qual foi a personagem que mais o marcou até agora?
DI: Em televisão, o Álvaro da “D. Branca”. Em teatro, o “Hamlet”.

Z: Depois de “O Beijo do Escorpião”, tem algum projeto em vista?
DI: Depois da reposição da “Ode” em Setembro, está calendarizado um regresso ao TNDMII onde interpretarei o “Cyrano de Bergerac”. Os ensaios começam em Outubro e a estreia é em Janeiro de 2015.

Z: Como é que as pessoas o abordam na rua?
DI: Com carinho. Às vezes um sorriso, um aceno. Muitas pessoas falam comigo e felicitam-me.

Z: José Eduardo Moniz, o grande “impulsionador” da TVI, está de regresso ao canal, fazendo alterações nos guiões de duas novelas, uma das quais “O Beijo do Escorpião”. Acha um bom regresso, o do antigo “homem forte” da TVI, agora como conselheiro de ficção?
DI: Parece-me que os resultados são evidentes. Há um conhecimento implícito dos conteúdos e das estratégias que devem ser adotadas, que são necessariamente uma mais-valia e que produzem resultados.

Z: Perguntas Rápidas:
Vicio… chocolate.
Livro/filme/música/série favoritos… Filme: Guerra dos Tronos; Série: Família Moderna.
Na TV não dispenso… a Eurosport.
A pessoa que mais admiro… a minha mãe.
Não vivo sem… o meu filho.
Um dia corre bem quando… durmo bem.

Z: A sua vida dava uma novela? Porquê?
DI: Não dava!

Entrevista de Nuno Costa
Revisão de Margarida Costa

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