[Raio Z] Entrevista a Herman José


Músico, ator, apresentador, comediante, Herman José é o homem dos sete ofícios. Sempre com o seu bom humor, Herman acedeu ao nosso convite e falou-nos da SIC, da RTP e da sua longa carreira.
No momento em que esta prestes a assegurar as tardes da estação pública, Herman revela o que pensa sobre a nova geração de humoristas e sobre antigos colegas.
Uma personalidade que dispensa apresentações submete-se ao Raio Z, numa entrevista rápida, mas animada e ao velho estilo de Herman José.

Zapping: É apelidado por muitos como o verdadeiro artista. Ao fim de tantos anos de carreira é bom ver este reconhecimento?
Herman José: Claro que sim, mas vibro muito mais com o futuro do que com o passado!

Z: “Herman 2013” era um formato com um registo menos cómico do que o que estamos habituados a vê-lo fazer. Sente que agora está numa fase em que quer explorar outras vertentes?
HJ:
 Tenho necessidade de me reinventar. Repetir eternamente a mesma fórmula, é receita que desaconselho a qualquer criador.

Z: É frequente vê-lo, também, a cantar. A música é uma paixão antiga? Como surgiu este ofício?
HJ:
 Desde sempre. A minha carreira começa como músico e back up vocal. A música é uma das minhas paixões.

Z: Saiu da SIC chateado com o fim do programa “Roda da Sorte”. Ainda hoje sente alguma mágoa com o fim do formato?
HJ:
 Prefiro pensar na primeira versão em 1990 na RTP, que foi um êxito esmagador e durou quase três anos.

Z: Como foi regressar à RTP ao fim de tanto tempo na SIC? Sente que a RTP é a sua ‘casa-mãe’?
HJ:
 Digamos que só o serviço público está em condições de fazer televisão, cujo critério não seja só as audiências.

Z: Manuel Marques, Bruno Nogueira, César Mourão, são alguns dos novos comediantes dos dias de hoje. Acompanha os novos talentos?
HJ:
 Acompanho todos com muita curiosidade e sou amigo de muitos!

Z: Sente que hoje em dia a maioria dos humoristas vêm ‘beber’ a antigos projetos seus?
HJ:
 Nalguns casos sim e não escondo que me dá um certo orgulho.

Z: Ana Bola, Maria Rueff e Joaquim Monchique foram alguns dos seus companheiros nos vários formatos que fez, quer na SIC quer na RTP. São a sua ‘tropa de elite’?
HJ:
 Sem dúvida. Apesar de, nesta fase, já terem todos atingido o generalato!

Z: A imprensa aponta-o como o sucessor de João Baião nas tardes da RTP1. Já foi convidado? O que pode avançar sobre este assunto?
HJ:
 O João Baião está nas manhãs. O seu sucessor será o Jorge Gabriel. As tardes ainda estão em aberto.

Z: Fazer daytime será um novo desafio na sua vida?
HJ:
 Eu não diria desafio, antes curiosa variante…

Z: Perguntas Rápidas:

Maior Vício… Atuar ao vivo.
Livro/Filme/Música/Série Favoritos… ‘Morte em Veneza’, em todas as vertentes.
Na TV não dispenso… Rever os meus programas.
A pessoa que mais admiro é… Woody Allen.
Não vivo sem… iPhone e Tablet.
Não saio de casa sem… Cartão de crédito.
Um dia corre bem quando… Ganho dinheiro.

Z: Pergunta Final:
A sua vida dava uma novela porquê?
HJ:
 Dava uma novela interessantíssima, mas… Ainda vai a meio.

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Inês Silva

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