[Raio Z] Entrevista a Inês Curado, de ‘Destinos Cruzados’


Terminadas as gravações e a exibição de ‘Destinos Cruzados’, entrevistamos hoje a atriz que vestiu a pele de Érica. Por um golpe de sorte, no seu primeiro casting conseguiu o seu primeiro papel em TV, na série ‘Morangos com Açúcar’.
Numa entrevista em que falamos dos estereótipos ligados aos modelos e aos atores que saíram da série mais longa de sempre da televisão portuguesa, Inês fala-nos dos seus sonhos, ambições e conquistas.

Inês Curado é a atriz que submete esta semana a mais um Raio Z.

Zapping: Fez parte da geração de atores que veio dos ‘Morangos com Açúcar’. O que aprendeu nesta passagem pela série?
Inês Curado:
 Aprendi muito com a participação nos Morangos, aprendi sobretudo a ganhar ritmo de trabalho em televisão! A adaptar me aos horários ao elevado número de cenas por dia. Ganhei capacidades técnicas de televisão.

Z: Sente que ainda tem o rótulo de moranguita?
IC:
 Nunca senti que tivesse o rótulo de moranguita devido ao facto de ter participado na série apenas dois meses, no entanto não tenho problema nenhum com esse rótulo e confesso até achar piada. O mundo do ator não pode ser um mundo de preconceitos.

Z: Depois dos ‘Morangos’ esteve algum tempo parada. É difícil para um ator, acabado de sair da série, estabelecer-se em horário nobre?
IC:
 É difícil para um actor estabelecer-se, ponto. É um meio com muita gente, muita competição e poucos “postos” de trabalho. No entanto o importante é acreditarmos, sentirmos que demos o nosso melhor sempre que trabalhamos, nunca desistirmos, investirmos na formação e na superação. E ao mesmo tempo temos que ter a humildade de saber que é uma profissão efémera, por isso temos de estar disponíveis para trabalhar seja no que for para alimentarmos a nossa paixão pela arte de representar.

Z: O seu primeiro grande papel em TV foi logo como uma das protagonistas da série de verão. Como ficou quando recebeu a notícia?
IC:
 Era a antagonista de verão e foi realmente um privilégio e uma surpresa! Foi o primeiro casting que fiz para ficção e não estava mesmo a espera. Como é lógico fiquei radiante! E em pânico, porque estava com medo de não estar a altura do desafio.

Z: Em ‘Destinos Cruzados’ deu vida a uma modelo, profissão que também desempenha na vida real, aproveitou a sua experiência para construir a Érica?
IC:
 Nunca desempenhei realmente essa função na minha vida, mas muita gente pensa que sim. Nunca fui modelo, mas fiz alguns trabalhos fotográficos com amigos, ou com fotógrafos que me convidavam por ter uma imagem diferente. Tenho é vários amigos nessa área e sou muito atenta, isso sim usei a meu favor.

Z: As modelos têm fama de fazer várias dietas, algumas bem rigorosas. Teve algum cuidado com alimentação para dar vida a esta personagem?
IC:
 Esta é a parte em que devia responder que sim, mas confesso que não. Não consigo. Aliás, quando estou a trabalhar é quando como mais porque preciso mesmo. Mas tenho sorte porque nunca paro quieta e devo ir queimando calorias!

Z: Agora que a novela já terminou que balanço faz deste projeto?
IC:
 Foi realmente a melhor coisa que me aconteceu! Sinto que dei um salto enorme! Mas só se eu fosse parva é que não tinha aproveitado os excelentes profissionais que tive ao meu lado como a Marina Mota e o António Pedro Cerdeira. E tive a sorte de ter um personagem com um pouco de tudo.  A Érica foi a maior prenda que tive até hoje.

Z: Atualmente faz parte do programa ‘Casting Nacional’, já foi uma das jovens que encontra nos castings? Como recorda o seu primeiro casting?
IC:
 Já fui sim, já fui aquela miúda insegura que não sabe ao certo se o sonho dela está de acordo com as capacidades. O meu primeiro casting foi precisamente o dos Morangos, e confesso que apesar de insegura não estava nervosa porque não acreditava que conseguisse e encarei o casting como uma aula, ia estar atenta a tudo para ser o melhor possível quando fizesse um próximo.

Z: ‘Destinos Cruzados’ perdeu várias vezes para a SIC. O que mudou na ficção do canal de Carnaxide?
IC:
 Não sei o que mudou. Acho que as audiências são de fases e que nem sempre estão directamente associadas à qualidade dos conteúdos. Portugal é um país de artistas, como tal é natural e saudável que todos os nossos canais sejam muito bons. Quanto a ‘Destinos Cruzados’ em concreto quando estreou já o canal concorrente tinha uma telenovela implementada e com um público muito fiel! E o português é muito fiel seja a favor de quem for.

Z: Já sabe que projetos se seguem?
IC:
 Não sei o que se segue, mas esta vida é mesmo assim. Sei é que quero trabalhar muito! Quero fazer teatro, televisão, cinema! Não nasci actriz mas é como actriz que quero morrer.

Z: Perguntas Rápidas:
Maior Vício… Chocolate
Livro/Filme/Música/Série Favoritos… Qualquer um do Fernando Pessoa / 12 anos Escravo / Qualquer uma dos Beatles / Dr. House
Na TV não dispenso… Não dispenso televisão, seja o que for, à excepção das televendas!
A pessoa que mais admiro é… A minha avó
Não vivo sem…. Amor, da minha família e dos meus amigos!
Não saio de casa sem… Telemóvel e chaves de casa
Um dia corre bem quando… Alguém diz que me ama ou tem orgulho em mim, quando sei que transformei o dia de alguém em algo melhor e quando o meu trabalho e esforço são reconhecidos.

Z: Pergunta Final: A sua vida dava uma novela porquê?
IC:
 A minha vida dava uma novela porque tem um pouco de tudo: amor, sorrisos, lágrimas, raiva, medo, angústia… A minha vida dava uma novela porque sou uma pessoa, e uma novela não é mais do que histórias de pessoas.

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Margarida Costa

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