[Raio Z] Entrevista a Margarida Barreiras: “Senti-me muito feliz por ter a oportunidade de conhecer excelentes profissionais.”


Nascida a 4 de Maio de 1977, Margarida Barreiras é natural do Bombarral. Repórter e Editora dos magazines da SIC, ‘E-Especial’ e ‘Fama Show’, é o “braço direito” de Daniel de Oliveira, com quem transitou da RTP para a SIC. Estreou-se na RTP2 com um programa cultural infanto-juvenil, ‘Quiosque’, passando mais tarde para o ‘Só Visto’. Em 2009 troca a estação pública pelo canal de Carnaxide em busca de novos desafios.

Numa conversa animada, Margarida fala-nos do seu trabalhos e dos seus objetivos. É mais um Raio Z!

Zapping: A Margarida iniciou a sua carreira televisiva em programas para os mais novos. Quais as principais diferenças deste género?
Margarida Barreiras: Comecei a minha carreira num programa infanto-juvenil, o ‘Quiosque’. Foi uma grande aprendizagem, pois nesse programa pude experimentar um bocadinho de quase tudo o que se pode fazer nesta área. Fazia reportagens (quase todas de música), escrevia as peças e os pivots para gravar em estúdio e apresentar. Foi uma grande escola, tive a sorte de trabalhar com grandes profissionais que me ensinaram muito do que eu sei hoje. Claro que este programa era bem diferente do que faço hoje ou do ‘Só Visto’. Escrever para crianças não é fácil, pois é necessário explicar as notícias de uma forma simples e clara, usando sempre uma linguagem de fácil compreensão e sem grandes “rodeios”.
Em programas como o ‘E-Especial’ ou o ‘Só Visto’, o público-alvo pertence a outras faixas etárias, logo a forma de comunicar é completamente diferente, assim como o tipo de conteúdos. São registos completamente distintos.

Z: Depois desta experiência estreou-se como repórter da RTP. Sente que “subiu um degrau de cada vez”?
MB: Sinto que comecei a fazer algo completamente diferente e não que tenha subido outro degrau. Até porque, ainda hoje, sou muitas vezes reconhecida na rua por ter feito o ‘Quiosque’. Foi um programa que me marcou e penso que também deixou algumas lembranças aos miúdos que o viram. Mas foi óptimo, na altura, ser convidada para o ‘Só Visto’, outro projeto que adorei e do qual sinto muito orgulho.

Z: Quando Daniel Oliveira “saltou” da RTP para a SIC, a Margarida seguiu o mesmo caminho. O que aliciava neste novo desafio?
MB: O “eterno descontentamento do Homem”. Por muito que gostemos de algo, mais tarde ou mais cedo, é normal que surja a vontade de querer experimentar outra coisa, tentar fazer mais e melhor e foi isso que me aliciou na mudança de estação. Uma mudança da qual não me arrependo nada! Assim que cheguei à SIC senti-me logo em casa e continuo a sentir.

Z: Hoje é repórter no ‘E-Especial’. Há algo que mudava no formato?
MB: Hoje sou repórter do ‘E-Especial’, editora de conteúdos deste e também do ‘Fama Show’.
O ‘E-Especial’ é um programa de bastidores que tenta mostrar o outro lado das câmaras, aquilo que as pessoas em casa nunca têm acesso e, como tal, acho que cumpre e muito bem esse objetivo. Não mudaria nada em termos de formato, mas acho muito importante que nos reinventemos e consigamos criar novas rubricas e novos conteúdos, mas tendo sempre em conta a linha do programa.

Z: Quantas reportagens faz em média por semana?
MB: O número de reportagens é variável e depende muito de como está o timing das edições. Como editora de conteúdos, cabe-me escolher que reportagens fazer e decidir alinhamentos. É necessário construir o alinhamento de acordo com as peças que temos e de acordo com a forma como vamos conseguir agarrar o público. Por isso, é necessário visionar bem as peças, fazer pequenas alterações, se necessário, etc. Isto é válido tanto para o ‘E-Especial’ como para o ‘Fama Show’. Há semanas mais complicadas e com mais trabalho na PPV (pós-produção de vídeo) e nessas não tenho oportunidade de gravar muitas peças. Mas em média 3/4 por semana.

Z: Fazer a ponte entre Portugal e o Brasil é difícil?
MB: Fazer a ponte entre Portugal e o Brasil é muito bom! É das experiências mais enriquecedoras e gratificantes que já tive. A primeira vez que estive em contacto com atores como o Lima Duarte, Tony Ramos, Cláudia Raia e muitos outros que fazem parte do meu imaginário de criança foi brutal! Senti-me muito feliz por ter a oportunidade de conhecer excelentes profissionais e pessoas muito simples, humildes e com uma simpatia gigante.
Adoro ir ao Projac trabalhar! Vale a pena perceber como se trabalha tão bem na Globo. Para mim é sempre uma oportunidade de fazer mais, aprender mais…

Z: Gostava de apresentar um formato a solo? Já existiram convites nesse sentido?
MB: Estaria a mentir se dissesse que nunca pensei nisso. Uma das minhas grandes paixões é a música e sim gostava muito de apresentar/criar um formato a solo. Mas nos dias que correm é necessário saber escolher muito bem o que se faz e o que se pode fazer. Para as estações de televisão, as audiências continuam a ser muito importantes e tendo em que conta que a forma de ver televisão mudou muito nos últimos tempos, os conteúdos têm sempre que ser inovadores de forma a tentar levar ao público o que realmente querem ver. Os convites nunca surgiram.

Z: Sente que a SIC é a sua casa?
MB: Tal como já referi, sim, sinto-me muito bem na SIC, desde o primeiro dia. Sempre fui muito bem tratada e adoro trabalhar cá.

Z: O que lhe falta fazer em televisão?
MB: Falta-me fazer tanta coisa! No dia em que achar que já não há nada para aprender, chegou a hora de mudar de profissão.

Z: Muitos são os atores que se tornam apresentadores e vice-versa. Para quando uma experiência neste campo?
MB: Penso que isso nunca irá acontecer! A representação não é a minha área e não me iria sentir à vontade a fazer algo que não me é natural. Tudo o que fazemos tem de ser feito com paixão e essa paixão só se sente quando desejamos muito e gostamos muito do que fazemos. Apesar de ter feito muito teatro na minha infância e adolescência, representar não está nos meus planos.

Z: Perguntas Rápidas:
Maior Vício: Viajar.
Livro/Filme/Música/Série Favoritos: É muito difícil escolher apenas um de cada, especialmente uma música. Mas vou tentar! ‘O Perfume’ de Patrick Süskind; ‘Amor Perro’; ‘Ain´t got no (I got life) de Nina Simone; e “Six Feet Under”.
Na TV não dispenso: Telejornais.
A pessoa que mais admiro é: As pessoas, os meus pais.
Não vivo sem: Os meus cães, sem mar e sem música.
Não saio de casa sem: Telemóvel.
Um dia corre bem quando: Chego à cama e sinto: missão cumprida!

Z: Pergunta Final:
A sua vida dava uma novela? Porquê?
MB: A minha vida dava definitivamente um filme, mas para uma novela talvez ainda me faltem uns quantos capítulos.

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Inês Silva

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