[Raio Z] Entrevista a Marta Andrino: “Sempre tive o sonho de cantar e agora que acordei o bichinho não vou deixá-lo adormecer.”


“Filho de peixe sabe nadar” é o ditado que se adequa à nossa convidada. Estreou-se na série ‘Aqui não há quem Viva’, mas foi na TVI que deu provas do seu valor como atriz.
Uma das maiores promessas da nova geração, Marta Andrino revela-se hoje no Raio Z.

 

Zapping: Terminou recentemente as gravações de ‘I Love It’ com uma personagem diferente de todas as que já fez. Como foi interpretar esta vilã?
Marta Andrino: Foi mais um desafio, por duas fortes razões: esta personagem era cantora, um lado meu que até agora não tinha revelado e estava pouco explorado, e porque ser “a má da fita” não é só fazer o mal aos outros, é também encontrar a grande motivação para que a personagem não visse meios para atingir fins, que neste caso era a música e o amor pelo Pedro.

Z: Apesar de já ter dado vida a Verónica, uma outra vilã, a Iolanda conseguiu superá-la. Qual foi a cena que lhe deu mais gozo fazer?
MA: Queria muito que o público nem sequer as comparasse, a Verónica com a Iolanda. Com a Iolanda as cenas que me deram mais prazer foram entrar no mar em pleno Inverno e dar concertos na discoteca fictícia “Estação Central”.

Z: Esta é a segunda vez que integra uma trama juvenil. Este é um género de ficção completamente diferente? Em quê?
MA: Sobretudo na forma como se expõe a história, ou seja, além de nós, atores, a interpretar as personagens, a realização também narrava pela forma como as imagens foram captadas, a 360º em nosso redor. Nesta série a média da faixa etária era superior, por isso a trama era em algumas situações mais frontal.

Z: Trabalhar com atores cujos projetos são a sua grande estreia é divertido? Sente que tem algo para lhes ensinar?
MA: Em ‘Morangos com Açúcar’ senti mais essa responsabilidade e fui várias vezes abordada pelos colegas mais novos para, aqui e ali, ajudá-los. Em ‘I Love It’ o ritmo era outro, estávamos todos a explorar esta nova forma de fazer televisão e, por isso, tivemos sempre muitos momentos de partilha de experiências.

Z: ‘Aqui não há quem viva’ foi a sua grande estreia em TV. Sente-se à vontade na comédia?
MA: Na minha opinião, a comédia é o género mais difícil. Mas nessa série o texto é tão bom que era só preciso dizê-lo.

Z: Como foi o seu primeiro dia de gravações logo com atores como Maria João Abreu e Nicolau Breyner?
MA: Um “camadão” de nervos. Embora já os conhecesse, porque sempre acompanhei os meus pais em todos os seus trabalhos, estar em platô ao seu lado na minha estreia em televisão foi, sem dúvida, um dia vivido com muita ansiedade mas que foi acalmando ao longo dos meses. Aliás, o que absorvi por ter trabalhado com todo aquele elenco: Rosa Lobato Faria, Linda Silva, Natalina José, Rita Ribeiro, Pêpê Rapazote, e todos os outros, foi das experiências mais enriquecedoras que tive.

Z: Já interpretou por duas vezes o papel de filha da sua mãe na ficção. Como fazem a distinção?
MA: Não há nada para distinguir. Ali somos colegas que, por acaso, têm um laço familiar. Aliás só posso estar grata por já ter tido a oportunidade e o prazer de trabalhar duas vezes com a minha mãe, como mãe e filha, entre outros projetos em que nos cruzamos e é sempre uma enorme alegria podermos trabalhar ao lado uma da outra.

Z: Em platô trata a sua mãe por Carla ou como mãe?
MA: Por mãe. Sempre.

Z: Quando se estreou, a sua mãe deu-lhe conselhos?
MA: “Não representes. Vive”

Z: Terminado ‘I Love It’, o que vem agora?
MA: Umas férias e vou, finalmente, dedicar-me à música. Sempre tive o sonho de cantar e agora que acordei o bichinho não vou deixá-lo adormecer.

Z: Perguntas Rápidas:
Maior Vício… chocolate.
Livro/Filme/Música/Série Favoritos… tudo o que leio, vejo, oiço de novo.
Na TV não dispenso… um bom anúncio.
As pessoas que mais admiro são… cada um dos meus quatro avós.
Não vivo sem… fazer sorrir alguém.
Não saio de casa sem… os meus óculos de ver.
Um dia corre bem quando… faço por isso.

Z: Pergunta Final:
A sua vida dava uma novela? Porquê?
MA: A cada dia vira num novo sentido.

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Inês Silva

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