[Raio Z] Entrevista a Ricardo de Sá


Estreou-se na série online “T2 para 3” e desde então nunca mais parou. Deu vida a Leo na série “Morangos com Açúcar”, uma das personagens que mais destaque obteve na sétima e oitava temporadas da série mais longa da história da ficção portuguesa.
Distinguido com um Troféu TV7 Dias, na categoria de Melhor Ator de Série, Ricardo impôs-se no mercado nacional como um dos mais reconhecidos talentos da sua geração.
Numa altura em que perdeu o vínculo contratual com a estação de Queluz de Baixo, o ator fala-nos de como foi o seu percurso até agora e revela-nos o que quer para o seu futuro, mas mantém segredo sobre quando volta à TV.

Numa entrevista animada, Ricardo de Sá no Raio Z.

Zapping: Apesar de já terem passado alguns anos, é impossível olhar para si sem pensarmos no Leo de “Morangos com Açúcar”. Sente que será impossível descolar-se desta personagem?
Ricardo de Sá:
 Porque é que me pergunta se acho que será impossível? Foi possível a partir do momento que consegui criar um Leo, logo depois um Tomé e depois ainda um Sérgio. O problema é algumas pessoas acharem que o ator que fez estes personagens não é o mesmo… Sinceramente, o que eu sinto é que se rapar o cabelo e fizer a barba as pessoas que me abordam na rua acham que sou o ator que fazia de gago e de Tomé, se deixar crescer o cabelo e o bigode já sou o Leo, se alisar e pentear o cabelo e fizer a barba já sou o Sérgio… Isto só pode ser bom! É o que qualquer ator deseja… Até hoje criei personagens tão distintos que o público acaba por se confundir. Ao fim ao cabo, estou colado a todos os personagens que já fiz.

Z: O Leo tinha alguma coisa a ver com o Ricardo?
RS:
 Quando um ator faz um personagem existem sempre alguns pontos em comum. Se calhar até sou uma pessoa tranquila, divertida e um pouco cómico.

Z: Além de ator é também cantor, qual é a sua maior paixão?
RS:
 São ambas, até porque o meu desejo é ter sucesso e conseguir fazer uma carreira sólida em ambas as áreas.

Z: Tinha sido convidado para participar em “A Tua Cara Não Me É Estranha – Kids”. Porque recusou?
RS:
 Eu não recusei nada. Fui sondado para participar no programa e depois não existiu acordo.

Z: Sente que o formato está gasto?
RS:
 A partir do momento em que continua a ser líder de audiência, não me parece que esteja gasto…

Z: Depois de “Morangos com Açúcar” interpretou uma personagem que sofria de gaguez e de maus tratos, como se preparou?
RS:
 Vi um filme, “O Discurso do Rei”… O resto acho foi tudo inspiração e muito trabalho.

Z: “Mundo ao Contrário” foi atirada para a terceira faixa e encurtada. Foi um projeto mal tratado pela TVI?
RS:
 Terá que perguntar isso à TVI, não a mim.

Z: O seu contrato de exclusividade chegou ao fim. Quais são os benefícios e os malefícios de ter um contrato deste género?
RS:
 Quando se trata de um contrato de exclusividade aplicado a uma profissão liberal e artística, com as funções de ser “ator”, acaba por ser bom porque dá muita estabilidade financeira, mas acaba por ser mau porque supostamente “temos” de fazer o que eles dizem. Obviamente que, a questão é: se o que nos dizem para fazer é do nosso agrado ou não e se nos dão personagens que nós, atores, achemos desafiantes ou diferentes das que já fizemos até hoje. Eu, pessoalmente, nunca tive queixas em relação a este assunto… Até acho que sempre tive sorte nas personagens que fiz. Pelo menos foram todas diferentes.

Z: Referiu recentemente que gostava de ir para a SIC. O que o alicia na ficção de Carnaxide?
RS:
 Gostava de seguir outros caminhos, conhecer novas pessoas e alcançar novos desafios profissionais. O que me alicia na SIC é a oportunidade de trabalho e a qualidade da sua ficção. Qualquer canal me alicia se a proposta for desafiante.

Z: O que pode adiantar sobre os seus próximos projetos?
RS:
 Neste momento, nada.

Z: Perguntas Rápidas:

Maior Vício: O amor.
Livro/Filme/Música/Série Favoritos: “A Filha do Pirata”; “O Lado Selvagem”; John Mayer; “Californication”.
Na TV não dispenso: Um bom filme ou uma boa série.
Não vivo sem: Saber o que vou fazer amanhã.
Não saio de casa sem: Relógio, carteira, chaves, óculos de sol e telemóvel.
Um dia corre bem quando: Não aconteceu nada de grave.

Z: Pergunta Final:
A sua vida dava uma novela porquê?
RS:
 Um dia, talvez, desse um filme… Não sei se teria o suficiente para criar mais de 200 episódios de uma novela… (Risos)

Entrevista de Ricardo Neto
Revisão de Inês Silva

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