Zapping Entrevista: Marta Andrino

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Chama-se Marta Andrino e tem 27 anos. Filha da reconhecida atriz Carla Andrino, Marta fez ao Zapping uma retrospetiva do seu passado artístico e adiantou as novidades que estão para vir. A jovem atriz conta por exemplo como foi a sua participação em “Aqui Não Há Quem Viva”, onde se estreou na ficção televisiva portuguesa, assim como as experiências profissionais posteriores.

1. Antes de mais, quem é a Marta Andrino ?

Uma mulher.

2. Viajando um pouco no tempo, como e quando é que sentiu que a representação era o caminho que queria seguir?

Não teve um momento exacto. Foi surgindo de forma natural e gradual. Alguma coisa me puxou ou talvez, simplesmente, sempre tenha existido e estava “anulada” em mim e por mim.

3. A sua primeira experiência na ficção televisiva foi em “Aqui Não Há Quem Viva”, série de humor da SIC. Ainda se recorda como reagiu quando surgiu a oportunidade de dar vida a ‘Paula’, a sua personagem?

Perfeitamente. Era o meu terceiro casting para projectos televisivos. A minha expectativa era baixa e estava a dar os primeiros passos, sem que desse muito bem conta disso. Recordo-me de estar no carro, a conduzir, de ter junto de mim os meus amigos de faculdade e colegas de grupo do ISCTE, e estarmos a interromper o nosso estudo para irmos jantar, quando o meu telefone tocou. Pediram-me para parar o carro e deram-me a notícia de que tinha ficado. Explodi de felicidade e desde aí a minha vida mudou.

4. Muitos foram os veteranos atores que participaram na série da SIC, como Natalina José, Nicolau Breyner, Rosa Lobato Faria, entre outros. Olhando para trás, o que acha que aprendeu com todos eles, sendo a Marta tão nova na altura?

Aprendi muito, é indescritível. Eu era, e ainda sou, uma esponja, e todos eles com uma bagagem infidável, por isso, era só absorver tudo aquilo que via e sentia. Além da oportunidade e o prazer que foi trabalhar com estes nomes.

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5. A sua carreira passou depois por várias novelas da TVI. Qual a personagem que mais a marcou, de todas as novelas que fez até hoje?

Não posso eleger uma. Cada personagem surgiu em diferentes fases da minha vida, cada uma trouxe-me mais vivências… Cada uma pertenceu a um projecto, a um elenco e consigo recordá-las, uma a uma, com muito carinho.

6. Já teve oportunidade de contracenar com a sua mãe em diversos projetos. Acha isso uma mais-valia? Porquê?

É um privilégio, isso sem dúvida. Quem não gosta de estar a trabalhar com pessoas que gosta, que se identifica? Além da admiração que tenho pelo trabalho da minha mãe, é sempre um orgulho poder contracenar e aprender directamente com ela.

7. Depois de alguns personagens do lado do Bem, chega ‘Verónica Lima’, da nona temporada de “Morangos Com Açúcar”. Como foi interpretá-la e qual foi a reação predominante do público?

Foi incrível. A Verónica deixou saudades, era um lado do “mal” mas que caía no “redículo” e, por isso, foi muito acarinhada pelo público. Recordo-me de, incialmente, ter sido um desafio “tratar mal”, ficticiamente, as outras personagens, até perceber o lado cómico desta “Verónica”. Sim era uma personagem muito maquiavélica mas o que ficou na minha memória e na do público foi o seu lado divertido.

8. Se compararmos “Morangos Com Açúcar” e “I Love It”, quais as principais diferenças entre as duas séries juvenis, a seu ver?

Eu não consigo sequer compará-las: os contextos, a idade do elenco e das personagens, o formato de realização e edição, foi tudo bastante diferente. Os “Morangos com Açúcar” seguiram uma linha durante quase 10 anos e o “I Love It” surgiu com um novo conceito de série juvenil.

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9. Na sua opinião, porque é que “I Love It” teve dificuldade em se afirmar?

Talvez não tenha surgido no momento certo.

10. Que expetativas tem para o futuro? Tem algum projeto em vista?

Gosto de estar e pensar no presente, porque a nossa vida muda de um dia para o outro. Por isso, agora vou continuar a apresentar o “Câmara Exclusiva” na TVI Ficção e continuar em palco com as “50 Sombras” no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, passando ainda pelo Coliseu do Porto dias 3 e 4 de Julho.

11. Vai ser mãe brevemente. Acha que este será o papel da sua vida? O que vai mudar na Marta depois da maternidade?

Todos nós temos vários papéis na vossa vida pessoal. Recentemente adquiri o papel de Tia e brevemente será o de Mãe. Estou neste momento a usufruir da minha gravidez e a aprender todos os dias com esta experiência da maternidade. A Marta muda todos os dias, e a Marta de amanhã, com um filho no colo será certamente uma Marta ainda mais feliz.

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