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Acusado de plágio, Diogo Piçarra responde [vídeos]

Diogo Piçarra

Diogo Piçarra é um dos favoritos à vitória no “Festival RTP da Canção” 2018

Diogo Piçarra teve, na noite de ontem, a canção mais votada da segunda semifinal do “Festival RTP da Canção” 2018.

“Canção do Fim” subiu ao palco em quarto lugar e tornou-se uma das favoritas a vencer a final nacional. Esta pode ser – se o público assim o entender – a representante portuguesa no “Festival Eurovisão 2018”.

Ainda durante a noite – e depois de terminada a segunda temporada do “Festival RTP da Canção”, começaram a surgir acusações de plágio. Na origem desta teoria está uma canção da Igreja Universal do Reino de Deus.

O pastor Walter faz parte da polémica instituição e há uns anos gravou “Cânticos do Reino vol. II – Abre os meus olhos”. Este é o tema que está agora na mira dos que acusam Diogo Piçarra de plágio.

O cantor já respondeu, entretanto, a toda esta polémica. «A minha consciência está tranquila na medida em que eu próprio sou quem está mais surpreendido no meio disto tudo», garantiu o cantor num longo texto.

“Canção do Fim” volta a subir ao palco no próximo domingo e é uma das finalistas do “Festival RTP da Canção” 2018.

Leia o comunicado de Diogo Piçarra:

«A simplicidade tem destas coisas e só quem não cria arte é que nunca estará nesta posição. Faz parte da vida de um compositor e é algo que todos nós iremos “sofrer” a vida toda.

A ideia para a “Canção do Fim” surgiu em 2016, juntamente com muitas outras do meu mais recente disco “do=s”. Mantive-a guardada por achar algo especial, no entanto, a sua simplicidade e a sua progressão de acordes não é algo que não tenha sido inventado, tal como tudo na música.

E é engraçado como a vida tem destas coisas, coincidência divina ou não, e perceber que a Internet é o verdadeiro juiz dos tempos modernos. Aclama mas também destrói.

A minha consciência está tranquila na medida em que eu próprio sou quem está mais surpreendido no meio disto tudo: nasci em 1990, não sou crente nem religioso, e agora descobrir que uma música evangélica de 1979 da Igreja Universal do Reino de Deus se assemelha a algo que tu criaste, é algo espantoso e no mínimo irónico. Desconhecia por completo o tema e continuarei a defender a minha música por acreditar que foi criada sem segundas intenções.

Como disse, a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas. Nunca participaria num concurso nacional com a consciência de que estava a plagiar uma música da Igreja Universal. Teria agarrado na guitarra e feito outra coisa qualquer.

Afinal as pessoas “quando olham, veem tudo”, no entanto, só o lado mau que procuram destruir. Mas, infelizmente, informo que isso nunca acontecerá.

Obrigado a esta família gigante que me apoia sempre»

Veja os vídeos das duas músicas:

Diogo Piçarra – “Canção do Fim”

Cânticos do Reino vol. II – Abre os meus olhos