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[Raio Z] Entrevista a Rita Elói Neto: “Acredito que para se gostar de cozinhar temos de gostar de comer.”

Chama-se Rita Elói Neto e é a grande vencedora do MasterChef Portugal, da TVI. O seu gosto pela cozinha nasceu quando aprendeu a comer e o sonho de editar um livro de culinária não mais fugiu. Atualmente não exerce arquitetura e aproveita as consequências positivas da sua aventura na TV.

Rita Elói Neto, hoje, a Raio Z.

Zapping: Quem era a Rita antes do MasterChef Portugal?
Rita Elói Neto: A Rita antes do programa é a mesma depois do programa. A única coisa que muda é a excelente experiência que me mudou a vida, a nível de área de trabalho.

Z: O seu gosto pela cozinha nasceu mesmo no momento em que aprendeu a comer?
REN: Sim sem dúvida. Eu acredito que para se gostar de cozinhar temos de gostar de comer. Mas o facto de ter uma família de pessoas que adoram cozinhar também ajudou muito.

Z: O que a levou a participar no programa da TVI?
REN: Uma mudança de ares na minha vida. Na área da arquitectura estava difícil vencer, para além de que a parte criativa que a mim muito me diz, na cozinha torna-se realidade e na arquitectura, com a nossa legislação, por vezes perde-se.

Z: Qual a primeira memória que tem quando pensa na sua participação no MasterChef?
REN: A prova do barco. Achava que não seria possível de realizar dado ser a primeira prova e com tantas dificuldades.

Z: Como reagiu ao impacto do mundo da televisão na sua vida?
REN: De início foi complicado porque valorizo muito a minha privacidade, assim como a dos que me rodeiam. Mas com o tempo adaptei-me, característica fantástica que o ser humano tem. E quando comecei a perceber que era sempre bem recebida e sempre com bons elogios, logo percebi que as pessoas tinham gostado de mim, tal e qual aquilo que sou e era antes de entrar para o programa. Por isso não havia porque não aceitar da melhor maneira.

Z: Ao participar, alguma vez pensou poder vir a vencer?
REN: Nunca pensei nisso, nem antes nem durante o programa, até porque não sou nada competitiva. Entrei no Masterchef porque queria muito conhecer pessoas que têm o mesmo gosto pela cozinha que eu. Iria ser, sem dúvida, uma partilha muito enriquecedora na minha vida.

Z: O que achou dos outros concorrentes nos primeiros desafios?
REN: Achei que estavam todos no lugar e no programa certo, eram todos muito talentosos.

Z: Sentiu que, no seu todo, o grupo de concorrentes era um grupo forte?
REN: Sim, sempre achei que era um grupo forte e coeso.

Z: Como foi o momento em que soube que era a vencedora do concurso?
REN: Não acreditei… Acho que ainda hoje não estou bem em mim. Foi sem dúvida muito bom!

Z: Se pudesse repetir a experiência, fá-lo-ia?
REN: Sem dúvida que sim! E não mudava nada de nada.

Z: Qual foi a crítica que mais lhe custou ouvir? E o elogio que melhor soube?
REN: A crítica mais difícil foi sem dúvida a da torre de choux. Já o melhor elogio foi quando me disseram que eu cozinhava com o coração e com alma.

Z: Saiu do MasterChef com novos amigos e pessoas que dificilmente esquecerá?
REN: Sem dúvida alguma, grande pate falo diariamente e temos projectos em comum.

Z: O que a espera num futuro próximo? Vai continuar a apostar no mundo da cozinha?
REN: Espero conseguir concretizar alguns sonhos que estavam no baú e, sem dúvida, que este é o rumo certo a tomar na minha vida.

Z: Perguntas rápidas:
Vicio… revistas com comida
Livro… Como água para chocolate
Filme… A Cidade dos Anjos
Música… Roads, de Portishead
Série… The simpsons
Na TV não dispenso… filmes
A pessoa que mais admiro… a minha irmã, Rute
Não vivo sem… Mar e sol
Um dia corre bem quando… estou a sorrir

Z: Pergunta final: Que prato melhor representa a sua vida? Porquê?
REN: Almôndegas com esparguete, porque foi o primeiro prato salgado que cozinhei e correu muito bem. Todas as pessoas que o provam não se esquecem e pedem-me muito, incluindo os meus sobrinhos. É um prato muito conhecido e já comi feito por muitas pessoas mas, modéstia à parte as MINHAS SÃO MUITO BOAS!

Entrevista de Samuel Rocha
Revisão de Margarida Costa