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Exclusivo! Saiba como vai ser o 1º episódio de “Golpe de Sorte”

Com estreia marcada para o próximo dia 27 de maio, “Golpe de Sorte” é a nova aposta da SIC para as noites.

Golpe de Sorte

Golpe de Sorte

Saiba o que se vai passar no primeiro episódio da série: 

Há 13 anos.

O dia de Maria do Céu Garcia começa bem cedo, na banca de fruta dos seus pais, no mercado de Alvorinha. Na vila de onde é natural, Maria do Céu é conhecida por todos como uma mulher de trabalho, honesta e bom coração, com poucas posses, mas uma lutadora incansável na tentativa de juntar mais uns trocos para engrossar o parco orçamento familiar.

Para além dos pais, Natário e Lúcia Garcia, Céu vive com os dois filhos, Telma e Bruno. E é por eles, pela família que tanto preza, que “a Céu das frutas” faz todos os sacrifícios necessários. Incluindo trabalhar de sol a sol, acumulando trabalhos e biscates, para que não falte pão e teto àqueles que mais ama.

Entre a correria que é o seu dia-a-dia, Céu arranja sempre tempo para ajudar os outros. Incluindo — imagine-se — assistir uma grávida que está prestes a dar à luz nas traseiras de uma carrinha de transporte de fruta. Valendo-se de toda a sua desenvoltura e sangue-frio, Céu leva a bom porto o papel de parteira improvisada e torna-se madrinha de Luz, a bebé nascida pelas suas mãos, em pleno mercado de fruta.

No entanto, é através do nascimento de Luz que descobrimos algo sombrio sobre o passado de Céu. Ao mesmo tempo que ela ajuda a trazer uma bebé ao mundo, vêm-lhe à memória flashes do momento em que ela própria deu à luz, com apenas 16 anos. Um parto que não teve um desfecho feliz, já que Céu se viu forçada a entregar o filho recém-nascido a um casal de desconhecidos.

As memórias dolorosas desse dia longínquo, percebe-se bem, nunca deixaram de assombrar Céu. Assim como o sentimento de culpa que ela carrega por ter permitido que a forçassem a entregar o filho. Os contornos desse segredo vão sendo revelados, a pouco-e-pouco, nomeadamente a identidade das mulheres que forçaram Céu a tomar uma decisão daquelas. E descobre-se que, por detrás de tudo aquilo, estiveram as próprias avós do bebé: Lúcia, matriarca dos Garcia, e Preciosa, matriarca dos Toledo.

Passaram-se décadas desde o segredo que marcou a juventude de Céu, mas a ferida está longe de ter cicatrizado. Céu conseguiu refazer a sua vida dentro da normalidade possível, com um casamento feliz pelo meio, do qual resultaram dois filhos que ela adora e que a adoram a ela… Porém, também nunca desistiu de procurar o filho que entregou à nascença, fazendo dessa a sua missão de vida. Uma missão que Céu mantém escondida de toda a gente, excepto de Amália.

É à sua melhor amiga que Céu confidencia que descobriu mais uma pista sobre o paradeiro do filho Rafael. Ao longo dos anos têm sido muitas as pistas falsas, os becos sem saída, as esperanças alimentadas em vão… Mas Céu assume-se como uma mulher de fé, profundamente devota à padroeira de Alvorinha, e vale-se dessa fé para continuar a acreditar no final feliz que tanto deseja: ter a família toda reunida, com os seus três filhos ao pé de si.

Quando se prepara para ir ao encontro de uma mulher misteriosa, que lhe dará a tal pista sobre o paradeiro do filho a troco de dinheiro, Céu vê-se obrigada a usar todas as suas poupanças para pagar várias rendas de casa em atraso e impedir o despejo da família. Ainda assim, com a resiliência que a caracteriza, Céu vai ao encontro da mulher com o pouco dinheiro que lhe resta (dado pela melhor amiga)… sendo que, sem dinheiro, não consegue qualquer informação.

É com as esperanças novamente destruídas que Céu chega à entrevista de emprego que tinha marcada no palacete do velho Artur Colaço, onde espera conseguir um part-time como empregada de limpeza. Tal como sempre faz, Céu varre as tristezas para debaixo do tapete, conseguindo contrariar o dia difícil que teve com a sua habitual alegria de viver e boa disposição. À conta da sua personalidade vibrante, Céu consegue duas vitórias: o emprego e, com ele, a esperança de voltar a juntar dinheiro para retomar a busca pelo filho. Afinal, depois de um dia com tantas emoções para Céu, vislumbra-se um rasgo de esperança no futuro…

Mas continuamos no passado, ainda no ano de 2006, para dar a conhecer dois grandes vilões, Caio e Sílvia. Agindo sob disfarce, os dois dão a machadada final no golpe que andavam a preparar para roubar todo o dinheiro ao empresário da construção civil Fernando Alves Craveiro. Bem sucedidos na missão de o deixarem na falência, os dois apressam-se a fazer o que fazem melhor: mudar de identidade e preparar a fuga em direção ao próximo golpe, com os bolsos cheios de dinheiro roubado.

Ao mesmo tempo que Caio e Sílvia saem do país, a família Alves Craveiro entra numa espiral de desgraça que vai muito além de uma empresa falida. O empresário enganado não lida bem com o que aconteceu e tenta fazer justiça pelas próprias mãos, mas acaba por morrer de ataque cardíaco e, sem conseguir concretizar a sua vingança, deixa apenas dívidas e revolta à viúva e à filha adolescente.

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