Canal de História apresenta mais um pedaço da História de Portugal

O Canal de História faz um levantamento dos acontecimentos que desencarearam o 25 de novembro

O Canal de História estreia a 25 de novembro, por voltada 01H da manhã, “O Último Dia da Revolução”, o documentário que retrata os acontecimentos passados neste mesmo dia, há 37 anos.

Sinopse:

No Verão de 1975 pairavam sobre Portugal um desconforto e uma tensão latentes. A seguir à euforia vivida em 1974, vinham agora as verdadeiras revoltas. Multiplicavam-se as greves e as manifestações. As relações entre as pessoas deterioravam-se.

O Verão de 1975 é marcado por ataques às sedes dos partidos políticos, principalmente as do PCP situadas no Norte. No Sul, Alentejo, muitas terras e habitações foram ocupadas pelos trabalhadores rurais que procuravam uma melhor forma de subsistência. Na cidade de Lisboa um grupo de feministas fez uma manifestação e queimou: tachos, panelas e soutiens, símbolos da antiga forma como as mulheres eram vistas.

A 12 de Novembro um grupo de trabalhadores cerca a Assembleia da República com os deputados lá dentro. Quando estes saem, ao fim de algumas horas de clausura, são apupados à porta. Todos, menos os deputados do PCP. Os militares estão atentos a este sinal. A 5ª Divisão do Estado-Maior das Forças Armadas publica no seu boletim oficial: «Queremos o Socialismo, sim, mas não o da Suécia, da Noruega ou da Holanda. O Socialismo que queremos é o da RDA, da Polónia, Bulgária, Roménia».

Esta sucessão de episódios vai acelerar o desfecho do Período Revolucionário em Curso, e a 25 de Novembro as tropas estão de novo nas ruas, mas não todas do mesmo lado. Dois entendimentos diferentes de Liberdade e de Democracia confrontam-se no Portugal de 1975. Neste confronto existe a possibilidade de Portugal, membro fundador da NATO, entrar para a lista dos países comunistas.

No lado de lá do Oceano, os Americanos assistem apreensivos ao desenrolar dos acontecimentos. Chega a colocar-se a hipótese de invadir o país. Será que sim? Ou será que não foi nada assim? O PCP avançou para o conflito? Ou temeu a Guerra Civil? Porquê? Será que a Espanha pensou em dominar a “desordem” no país vizinho, sobretudo depois da vandalização da sua Embaixada?

Estas são as questões que queremos ver esclarecidas. Para o fim deixamos a hipótese: e se em 25 Novembro de 1975 Portugal se tivesse tornado num país comunista, aliado da URSS? Como seria a Diplomacia nos últimos anos da Guerra-Fria?

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