Festival Eurovisão 2014: A última crítica antes dos espetáculos!


Nesta última edição da crítica às músicas da Eurovisão 2014 avaliamos as canções que já estão na final: os Big5 e a Dinamarca.

Mas antes ficamos com a opinião da nossa colaboradora Helena Gilberto sobre a música polaca, que ficou em falta na edição da semana passada.

Dinamarca

Basim – “Cliché Love Song”

Extremamente catchy, alegre, divertida e despretensiosa. Um bocado cópia do Bruno Mars? Talvez, sim, mas acho que ninguém fica indiferente ao quanto viciante é este “Cliche Love Song”, embora haja muita gente que não aprove, mesmo pelas notórias parecenças com o cantor citado. É provável que termine no TOP 10, a não ser que o júri faça das suas.

Pontuação: 15/20

Rafael Lopes (RL)

O Basim e esta música lembram-me imenso o Bruno Mars (a voz, o estilo da canção, a atitude em palco). Claro que o Bruno é muito melhor, mas ainda assim gosto desta música. É bastante orelhuda, divertida e entusiasmante, apesar da letra básica. Vai de certeza se destacar no meio de tantas baladas e deve ficar no top15.

Pontuação: 15/20

João Leite (JL)

Espanha

Ruth Lorenzo – “Dancing in the Rain”

A Ruth é uma das melhores intérpretes deste ano, não haja dúvida. No entanto, acho que se devia conter mais nos gritos, que por vezes se podem tornar um pouco irritantes. É uma das canções que mais tem escalado no meu TOP, e o seu resultado na final da Eurovisão é uma incógnita. Creio que o júri a pontuará bem, mas não sei se a pontuação irá ultrapassar a de Pastora Soler.

Pontuação: 17/20

RL

É uma excelente balada, que cresce muito bem e que fica muito bem bilingue, mas a voz da Ruth ao vivo nas notas mais altas arrepia e não é por boas razões. Ela parece uma verdadeira cabra a balir, é muito irritante. Se ela continuar assim salva-se a primeira metade da canção e depois é um festival de gritaria insuportável. Ainda assim dou uma boa pontuação pelo benefício da dúvida e porque em estúdio se ouve muito bem.

Pontuação: 16/20

JL

França

Twin Twin – “Moustache”

Desta ninguém gostava ao inicio, agora é raro ver alguém que não goste. Foi uma aposta inteligente por parte da França, num género que costuma vingar nos mercados europeus. Tudo depende duma boa atuação por parte dos Twin Twin, e se o conseguirem, acredito que também consigam uma boa colocação, através do público. Acho que o júri não gostará tanto.

Pontuação: 16/20

RL

Tal e qual como a canção dinamarquesa esta música é bastante orelhuda, mas esta “Moustache” é bem mais divertida e entusiasmante. Mal a ouço só me apetece abanar o esqueleto ao som da mesma. Tem um lado de joke entry que a pode prejudicar no júri, mas eu espero que o público apoie esta canção o suficiente para um bom resultado.

Pontuação: 15/20

JL

Alemanha

Elaiza – “Is It Right”

Canção pouco comum no contexto do ESC, e por isso pouco apelativa. A intérprete tem um visual um pouco pesado. Pode agradar o júri pela sua originalidade, mas não vejo esta proposta ir muito longe.

Pontuação: 12/20

Tiago Vale (TV)

Música simpática, refrão orelhudo e comercial q.b. Só não lhe vejo apelo bastante que leve uma quantidade suficiente de pessoas a votar. Talvez seja demasiado inofensiva. Mas é uma boa proposta.

Pontuação: 12/20

Helena Gilberto (HG)

Itália

Emma Marrone – “La Mia Città”

A Itália é um concorrente de peso, e esta proposta é um exemplo disso. Música forte e artista bastante enérgica e irreverente. Estou ansioso por uma performance cheia de garra, sedução e poder. Acredito numa boa qualificação, e até mesmo numa possível vitória!

Pontuação: 18/20

TV

Uma proposta mais rock e alternativa, com refrão e versos fortes, numa grande voz e com muito charme à mistura. É suficientemente contagiante, mas não sei se agradará à maioria na primeira audição, o que poderá ser fatal, já que só será ouvida na final. Ainda assim, tira partido do facto de não ter qualquer concorrência e de não ser (mais) uma balada. A Emma tem imenso carisma e é capaz de dar um bom show.

Pontuação: 17/20

HG

Reino Unido

Molly – “Children of the Universe”

Este ano o Reino Unido acordou para a vida! Fiquei totalmente surpreendido quando anunciaram a concorrente e música deste ano (não é uma velha/o!). Um instrumental super bem construído, com sonoridades bem alternativas. É preciso apostar na interação com o público, não fosse a letra um retrato de esperança e união entre os povos. A Molly tem uma presença bastante simpática e um timbre muito bonito. Possível candidata à vitoria. Power to the United Kingdom!

Pontuação: 19/20

TV

Uma grande favorita. Tem uma estrutura estranha e diferente do comum, sendo que considero o refrão a pior parte da música, curiosamente. O “power to the people” indicia uma sonoridade diferente da que se segue, e o refrão parece-me algo antiquado e deslocado, não se enquadra muito bem na música, de modo que causa uma certa estranheza. Mas a música no seu todo é agradável e a voz da Molly é excelente e destaca-se de todas as outras.

Pontuação: 14/20

HG

A crítica, este ano, fica por aqui, mas esperamos voltar para o ano. Por agora, ficamos a torcer por três excelentes espetáculos e e a torcer por um bom resultado de Portugal.

#wawawewawe #suzyshake

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